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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Coluna Momento Motor: Nem o céu tira a vitória de Vettel!


 
Amigo do Esporte na Rede. A fórmula 1 desembarcou na Bélgica, neste final de semana para a 11ª etapa no circuito de Spa-Francorchamps, após praticamente 1 mês de férias. Abastecido por notícias e rumores da dança dos pilotos, o GP da Bélgica movimentou os bastidores durante a quinta-feira, dia que antecedeu os  primeiros treinos livres. Quem nem apareceu em cena, foi o grande centro das notícias Kimi Räikkönen, que passou à imprensa o recibo de atestado médico para não dar mais explicações sobre o seu futuro na F-1.
De confirmações, nada. Nem de Ricciardo na Red Bull, nem de Kimi na Ferrari ou continuar na Lotus...! Ninguém se pronunciou! Ficará para o GP da Itália. E perspectivas de mais rumores durante as duas próximas semanas!
 
Na sexta-feira, o clima instável fez crescer as esperanças de Fernando Alonso para a corrida. Conforme pensamento do espanhol, só a chuva poderia tirar a vitória do praticamente imbatível Sebastian Vettel. A comprovação foi evidente, exatamente na sexta-feira. Enquanto o clima esteve chuvoso, Alonso marcou o melhor tempo da 1ª sessão e no seco, Vettel cravou o melhor tempo de volta da 2ª sessão.

 
No sábado, o céu atrapalhou os planos de Sebastian Vettel para marcar a pole position. Em condição de chuva até 5 minutos do de finalizar o Q3, a pista foi secando nos últimos minutos finais e como Hamilton cruzou por último na volta válida na linha de chegada, levou a provável pole do piloto alemão da Red Bull. A chuva também foi generosa para Max Chilton, Jules Bianchi e Giedo van der Garde, que conseguiram o “presente” de passar do Q1 para o Q2.


Porém no domingo, clima estável e nada de chuva. Mesmo que alguns olhavam para os céus e aclamavam  por chuva, ela não apareceu na corrida. Alonso largando da 9ª colocação teria que remar bastante para chegar às primeiras posições. E o espanhol da Ferrari fez um belo trabalho na largada conquistando o posto da 5ª posição na primeira volta.
 
Após a largada, Hamilton não foi páreo para Sebastian Vettel. Após a curva Eau Rouge na longa reta que sucede, Vettel passou tranquilamente pelo piloto inglês da Mercedes. Vettel na terceira volta, já abria uma diferença de aproximadamente  1 segundo e meio. Enquanto que a Ferrari de Fernando Alonso rendia muito bem na fase inicial da corrida e já ganhara a 4ª  posição de Jenson Button. Duas voltas depois, Alonso ganhara também a 3ª posição de Nico Rosberg. Na volta 14, no retorno à pista após a primeira parada de boxes, Alonso ganha a posição de Lewis Hamilton e se posiciona como  o virtual segundo lugar, já que Jenson Button ainda não havia feito a primeira parada. Na volta 20, Vettel já abria 8 segundos para Fernando Alonso. Nem a Ferrari e nem o céu atrapalharam os planos de mais uma vitória do piloto alemão.


Kimi Räikkönen teve um final de semana muito ruim. Após 28 corridas, deixou de pontuar ao abandonar a corrida, na 25ª volta do GP, com problema no freio dianteiro esquerdo. Notava-se o problema, na volta 08 e um desempenho bem abaixo do esperado quando da 7ª posição da largada Kimi caiu para a 10ª posição. Com este abandono, o badalado Kimi caiu da 2ª para a  4ª posição no campeonato.
Felipe Massa também teve um final de semana ruim. Partindo da 10ª posição, o piloto sofreu nas primeiras voltas com a pane no painel da Ferrari e o não funcionamento do KERS. O futuro de Massa será decidido em Monza na Itália, no próximo GP dia 08 de setembro. A continuidade na Ferrari complica e pode pintar uma troca entre Sauber e Ferrari. Nico Hülkenberg passaria a ocupar a vaga do brasileiro na Ferrari. Massa voltaria para a Sauber.



No campeonato, Vettel abre mais vantagem. Ele sobe para 197 pontos, Fernando Alonso volta a ocupar a 2ª posição com 151 pontos, Lewis Hamilton assume a 3ª posição com 139 pontos e Kimi Räikkönen cai para a 4ª posição. O próximo GP será na Itália, dias 06, 07 e 08 de setembro.
 
 
 
Amigo internauta do ER! Até a próxima!
 
Esporte na Rede na Fórmula 1 é análise esportiva de qualidade!

domingo, 18 de agosto de 2013

Coluna Momento Motor: Alerta vermelho


Paulo Arnaldo 
(De São Paulo)

Amigo do Esporte na Rede. Essa pausa de férias na Fórmula 1 não foi só abastecida de notícias de dança dos pilotos. A onda de problemas financeiros envolvendo as equipes Sauber e mais recentemente a Lotus ganharam as manchetes dos noticiários especializados em automobilismo. No histórico recente Force India e Marussia também foram alvos dessas notícias e a HRT foi a última equipe que fechou as portas na virada de 2012 para 2013.



Essa situação preocupa! A mais inusitada foi a Lotus que nas suas condições conta com Kimi Räikkönen na luta pelo título e ele é o atual vice-líder do mundial. O grupo Genii Capital, proprietário da equipe Lotus, está entre a faca e a cruz. Atrasou o salário do Kimi, congelou a evolução do carro deste ano e está seriamente ameaçada de perder o Kimi para a Ferrari ou Red Bull, figura chave – pivô - do plano de negócios da equipe. Além disso, com toda a mudança técnica que a Fórmula 1 sofrerá no próximo ano, o desenvolvimento do novo carro acarretará aumento dos custos. Se Kimi Räikkönen resolver seguir na Red Bull ou na Ferrari no próximo ano, o Grupo Genii Capital poderá sair de cena! A Lotus poderá ser vendida ou fechada. Uma pena, para uma equipe que faz grande trabalho neste ano!



A Sauber foi brilhante no ano passado e tem sido um desastre neste ano. A equipe perdeu a referência do proprietário do time Peter Sauber que resolveu se aposentar. Além de perder o mentor, a equipe perdeu totalmente o rumo. Do lado financeiro, dois meses de salários atrasados do Nico Hülkenberg  e uma situação crítica, segundo a publicação do jornal alemão Bild , estima-se 1 milhão de reais em dívida. Diferente da situação da Lotus, um desempenho que não chega nem perto dos resultados conquistados no ano passado, quando quase chegou a vitória. Um grupo de três empresas da Rússia, indicados por Bernie Ecclestone foi anunciado como salvador da pátria, mas o acordo segue em curso de negociação e indefinição. Por isso, o futuro segue incerto e a profundidade do buraco que a equipe suíça mergulhou aumenta a cada dia.



No início do ano, a Force India, que tem um dos melhores carros do grid na atual temporada, também marcou presença nas manchetes da equipe que sofre problemas financeiros. Não diretamente na equipe, mas nas empresas e parceiros de Vijay Mallya, proprietário indiano da equipe Force India. Principalmente na empresa aérea Kingfisher Airlines que está mergulhada em crise e dívidas. Quando pipocar de vez esse problema na Kingfisher, certamente espirrará na equipe Force India. Mais uma equipe com o sinal de alerta vermelho!



A equipe Marussia sempre foi colocada como candidata a fechar as portas. Contando com a estrutura de equipe mais fraca na Fórmula 1, a equipe só sobrevive com perspectiva na virada técnica que a Fórmula 1 terá de 2013 para 2014 por que firmou uma parceria com a Ferrari,  no momento que Jules Bianchi, piloto da academia de desenvolvimento da Ferrari, foi colocado na equipe para ganhar experiência com um carro de Fórmula 1. Apesar do apoio da Ferrari, quando Bianchi for promovido à Ferrari, como será?

Um dos objetivos da troca dos V8 pelos V6 turbinados é baixar os custos. Com isso, faz parte do escopo congelar de forma gradativa a evolução do motor V6 turbo entre 2014 e 2018. Isso já ocorre atualmente com o V8. Mercedes, Renault e Ferrari seguirão como fornecedoras. A  Honda entrará em 2015 pela McLaren. Quem imaginava que a nova especificação poderia trazer mais novos fornecedores, se enganou. E o pior! Os custos dessa transformação sempre são dolorosos para quem já está vivendo na corda bamba!





Nos últimos anos, a principal tentativa de baixar os custos astronômicos da Fórmula 1 foi praticamente aniquilar os testes coletivos durante a temporada. Mas como a Fórmula 1 segue um princípio de evolução, o fluxo dos altos custos foi direcionado para simuladores e túneis de vento. Ou seja, foi um tremendo tiro de canhão nos pés.

A Fórmula 1 vive um momento delicado com o alto risco de diminuir o grid. A F-1 conta com um grupo de alto risco: Force India, Lotus e Sauber. Sem considerar que a qualquer momento pode pingar uma notícia de mais uma equipe sofredora de problemas financeiros. Há solução? Difícil! Há algumas sugestões, antigas, como liberar o terceiro carro para as equipes grandes. Talvez funcione! Talvez passar pela fragilidade do momento seja o maior desafio da Fórmula 1, atualmente!



Enquanto isso, na dança dos pilotos...

Estava mais certo para Kimi Räikkönen seguir para a Red Bull na vaga de Webber. Na Hungria, surgiu a notícia do encontro de representantes de Fernando Alonso com o diretor Christian Horner para esta vaguinha na Red Bull. Neste intervalo, surgiu o rumor dando como quase certo o retorno de Kimi Räikkönen à Ferrari no lugar de Felipe Massa. Por fim, Daniel Ricciardo na mais almejada vaga da Red Bull. A imprensa especializada passou esse período chutando bem... Melhor aguardarmos definições mais claras, principalmente na próxima semana quando a Fórmula 1 desembarcará na Bélgica. Por lá, estarei mais crente com as notícias!

Amigo internauta do Esporte na Rede! Semana que vem tem mais coluna Momento Motor. Volto para repercutir o GP da Bélgica na próxima semana e quem sabe, com novidades nas definições de pilotos para o próximo ano. Até semana que vem!





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terça-feira, 30 de julho de 2013

Coluna Momento Motor: A primeira vitória de Hamilton na Mercedes e férias


Paulo Arnaldo Lima
São Paulo, SP


Amigo do Esporte na Rede.

Demorou um pouco, mas a primeira vitória de Hamilton na Mercedes chegou. Na Hungria, Hamilton reinou absoluto. A quarta vitória do piloto inglês neste circuito.



Mesmo com a Mercedes fora dos testes de novatos em Silverstone na semana retrasada e não sendo favorita na Hungria devido as altas temperaturas – que nessas condições meteorológicas a equipe Lotus é favorita e pela atual excelente fase da Red Bull também é favorita, pesou o bom retrospecto e a mão que Lewis Hamilton tem do circuito de Hungaroring. Além disso, vale ressaltar, que a Mercedes se adaptou bem as mudanças dos compostos de pneus promovidas pela Pirelli.


O surpreendente domínio de Hamilton iniciou no Q3 do treino classificatório quando se esperava um domínio absoluto da Red Bul. A pole foi surpresa para o próprio Lewis Hamilton! Na largada para a corrida, Hamilton conseguiu manter a 1ª posição, Vettel conseguiu sustentar a segunda posição, mesmo sob ataque de Romain Grosjean.


Pouco depois da largada, Felipe Massa em disputa com Nico Rosberg ocorreu o toque. Rosberg perdeu várias posições e Felipe Massa ficou a asa dianteira esquerda danificada. Por sinal, a Ferrari não efetuou a troca da asa e o brasileiro sofreu durante a corrida, principalmente no final da vida útil dos pneus. O brasileiro terminou a corrida na 8ª posição e o alemão da Mercedes abandonou no final da corrida, na volta 65, devido ao problema no motor.



Antes da primeira parada de boxes, Hamilton conseguiu manter a dianteira apesar de Sebastian Vettel o acompanhar de perto. Depois, o inglês teve mais tranquilidade na sequência da corrida ao conseguir manter uma boa margem de diferença aos segundos colocados, que se revezaram entre Vettel, Webber e Räikkönen. 

Mark Webber estava em estratégia diferente no que se refere a sequência de escolha nos compostos de pneus. Ele largou na 10ª posição – devido ao problema no KERS no treino classificatório - e iniciou a corrida com pneus de composto médio, diferente dos outros pilotos que utilizaram os pneus mais macios na primeira parte da corrida. O australiano da RBR conseguiu finalizar o GP numa boa 4ª posição. 

Räikkönen com a Lotus - que é econômico no consumo de pneus – parou por apenas duas vezes (nas voltas 13 e 42) diferentemente da grande maioria que parou por três vezes. Foi premiado com o 2º lugar.
Aliás, a melhor batalha na corrida foi por essa 2ª posição defendida por unhas e dentes por Räikkönen sob aos ataques de Vettel (um ataque na volta 60 e outro na volta 68). O alemão desprezou a questão de se poupar, mesmo na condição de gerenciar a liderança do campeonato, e partiu para cima do finlandês. Mas Vettel não conseguiu superá-lo e após a segunda tentativa, aliviou para completar a corrida no pódio da 3º posição.

Outro piloto que mereceu destaque foi Romain Grosjean. Aliás, uma apresentação que rendeu elogios do chefe da Lotus, Eric Boullier. Aliás, o chefe garantiu que Grosjean permanecerá na equipe Lotus no próximo ano. De fato, Grosjean parece ter encontrado o caminho. Ele entrou nos eixos. Fez uma belíssima corrida e se não tivesse sido o problema com Jenson Button teria brigado pela 2ª posição. Quem esteve fora dos eixos foram os comissários da corrida. No incidente entre Jenson Button e Romain Grosjean na volta 24, na sequência Grosjean cortou a chicane em consequência do toque. Os comissários resolveram puni-lo, injustamente, pois na imagem aérea, ficou claro que Button invadiu o espaço (a linha) ocupado por Grosjean. Tudo bem que Grosjean tem histórico de acidentes, mas nessa aí, ele não teve culpa. No mínimo foi acidente de corrida. Grosjean foi bem prejudicado! 



Além da necessidade de antecipar a 2ª parada por suspeita de furo em um dos pneus neste incidente, a penalidade do Drive-through na volta 36 detonou com a corrida do franco-suíço da Lotus. * (Atualização sobre esse fato, abaixo)Mais um destaque para Romain Grosjean , foi a belíssima ultrapassagem sobre o Felipe Massa na volta 29.

Quem não está nada bem é a Ferrari. Além de mais uma corrida problemática para Felipe Massa, faz tempo que Fernando Alonso não consegue salvar os domingos dos Ferraristas. Alonso perdeu a segunda posição no campeonato para Räikkönen. E poderia ter sido pior, se Alonso tivesse sofrido a punição pelo uso da asa móvel indevidamente por três vezes durante a corrida deste domingo. Já pensou Alonso perder essa 5ª posição?



O clima depois da corrida foi de declarações fortes do impaciente Fernando Alonso –- que reclamou dos responsáveis pelas peças e desenvolvimento do carro – percebendo a chance para o título está escapando. Nesta segunda-feira, a resposta de Luca di Montezemolo foi em tom de cobrança por mais humildade do piloto espanhol. Enquanto isso, nos bastidores, o agente de Fernando Alonso esteve em reunião na última sexta-feira com Christian Horner – chefe da Red Bull. A reunião não foi desmentida e Horner fez questão de ressaltar que Alonso seria uma opção considerável para o próximo ano no lugar de Mark Webber. Será? Ou seria apenas um blefe de Alonso diante dos problemas enfrentados pela Ferrari atualmente?



O contrato de Fernando Alonso com a Ferrari tem duração até 2016. Montezemolo já declarou nesta segunda-feira que Fernando Alonso não sairá da Ferrari.  Räikkönen e Ricciardo ganharam um concorrente de peso à vaga.

E hoje mesmo, a Ferrari anunciou o início das atividades para o dia 1º de setembro de James Alisson que era engenheiro da Lotus. Não muda muita coisa para este ano! O efeito dessa contratação, só para o ano que vem.

Para finalizar, gostaria de elogiar a Globo, que dessa vez, diante da visita do Papa no Brasil e devido a cobertura do evento mundial da Juventude – sem dúvida um evento muito importante -  disponibilizou a transmissão da corrida ao vivo pelo Sportv.

Fórmula 1 agora, só daqui um mês. GP da Bélgica no final de agosto. Férias coletivas na F-1. Durante este período, certamente, muitas movimentações de bastidores, novidades, prováveis mudanças e danças das cadeiras para a próxima temporada.  Vamos aguardar e acompanhar!

Até a próxima Coluna Momento Motor, internauta do Esporte na Rede!




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* ATUALIZAÇÃO:

Recebi a notícia que Grosjean foi punido por Drive-through devido a ultrapassagem em Felipe Massa e não pelo incidente com Jenson Button. Na verdade houve duas punições, sendo que no caso com o Button, ele  foi punido com o acréscimo de 20 segundos após a corrida. 

De qualquer maneira, as duas punições foram absurdas e injustas com o piloto da Lotus. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Coluna Momento Motor: O fenomenal Márquez


Paulo Arnaldo Lima
São Paulo, SP

Amigo do Esporte na Rede! Devido ao grande intervalo na Fórmula 1 entre o GP da Alemanha e Hungria, nesta semana vou abrir espaço à MotoGP. A categoria está diante de mais um grande fenômeno da modalidade. Trata-se do espanhol Marc Márquez de apenas 20 anos de idade. Piloto que faz a estreia na categoria principal da motovelocidade pela equipe Honda, ele lidera o campeonato e está com grande chance conquistar o título!



Quem acompanhou a categoria Moto 2 nos dois últimos anos, talvez não tenha se surpreendido tanto!  O sucesso na carreira deste piloto espanhol é meteórica. De 2010 para cá foi um título da 125C (na participação da terceira temporada), vice-campeão na Moto2 em 2011 e campeão no ano passado. Foram diversas corridas espetaculares no ano passado. Para mim, a apresentação mais espetacular foi na etapa do Japão, no circuito de Motegi. Nessa corrida, ele largou em segundo lugar, mas na saída para largada, ele teve problemas com sua moto e caiu para as últimas colocações - em um grid de 32 motos. O que se viu foi uma escalada memorável rumo à vitória!  Um show nas pistas!



Neste final de semana, Márquez foi mais uma vez, protagonista de um lance anormal. Foi no circuito de Laguna Seca, nos Estados Unidos, local da etapa da MotoGP neste final de semana.  Sem dúvida, um dos circuitos mais difíceis do mundial, com muitas subidas e descidas e uma curva chamada saca-rolha que é muito difícil fazê-la - especialmente de moto.  Pois bem, foi lá que Márquez fez uma ultrapassagem no "Doutor" Valentino Rossi, daquelas de ficar imortalizada neste esporte para sempre. Ele foi corajoso e perfeito na execução da ultrapassagem sobre Rossi, por fora da pista em um declive acentuado assustador! Lembrou Zanardi, nos tempos da F-Indy, que fez uma ultrapassagem muito similar por ali mesmo, na década de 90, só que de carro! Depois, Márquez buscou Stefan Bradl, ultrapassou de maneira arrojada na última curva do circuito, para conquistar a primeira colocação e vencer pela terceira vez na temporada.

Quem não viu a ultrapassagem no Valentino Rossi, veja neste clipe do canal oficial da MotoGP no Youtube:

Apesar, de ele estar pilotando entre as melhores equipes, a Repsol Honda e também apesar dos problemas físicos dos dois principais concorrentes ao título, Dani Pedrosa da Repsol Honda e Jorge Lorenzo da Yamaha, não é normal um recém-chegado conseguir dar conta do recado com tamanha maturidade. Nem os fenômenos Giacomo Agostini e Valentino Rossi conseguiram chegar ao primeiro título logo no primeiro ano na categoria principal. E Márquez, com os problemas dos principais adversários, tem a oportunidade de conseguir uma realização fantástica. É o surgimento de mais um grande fenômeno sobre duas rodas, sem dúvida, um talento acima do normal!



Márquez lidera o mundial com 163 pontos, seguido por Dani Pedrosa com 147 pontos e Jorge Lorenzo com 137 pontos. É apenas a metade da temporada. A próxima etapa também será realizada nos Estados Unidos no circuito de Indianápolis. Muita coisa ainda vai acontecer. Porém, a  oportunidade de conquista de título para Márquez é excelente!



Deixo a dica ao amigo do Esporte na Rede para acompanhar as etapas da MotoGP. São belíssimas corridas. Tenho certeza que você não se arrependerá! E o melhor! Geralmente as corridas são no mesmo horário da F-1, aos domingos pela manhã, mas em finais de semanas diferentes das etapas da F-1.




Semana que vem, tem mais coluna Momento Motor. Volto para comentar sobre o GP da Hungria de F-1. Não perca! Até mais! 




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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Coluna Momento Motor: Vitória caseira


Paulo Arnaldo Lima
(De São Paulo, SP)


Amigo do Esporte na Rede! Neste domingo houve o GP da Alemanha de F-1 no circuito de Nürburgring – 9ª etapa, quase a metade da temporada. Vettel conseguiu se recuperar do prejuízo da semana passada, quando abandonou o GP da Inglaterra na parte final da corrida. A vitória foi importante, em casa e difícil, já que o piloto alemão da RBR teve que se defender do Kimi Räikkönen na parte final. Essa vitória, Seb compensou  no braço para conquistá-la!



Dessa vez, não houve os incidentes ocorridos na Inglaterra com os pneus. Mas outros dois incidentes chamaram a atenção! O primeiro, na primeira parada de Mark Webber aos boxes, na volta  9, por causa da conturbada troca no pneu traseiro do lado direito, quando Webber saiu a roda se soltou e atingiu o em cheio o cinegrafista oficial da FOM que trabalha na área do pitlane. Resultado, o cinegrafista foi parar no hospital e teve fratura no ombro e costelas trincadas.


Depois, o segundo incidente, que poderia ter ocasionado um acidente mais sério, foi com o carro de Jules Bianchi da Marussia, que abandonou na volta 24 por estouro de motor e quando o carro estava sendo resgatado, ficou à deriva. O carro do francês desceu sozinho de ré na reta-subida  que antecede a variante Veedol. A intervenção do Safety-Car foi necessária pelo momento de perigo. Felizmente que não houve nenhuma colisão entre o carro da Marussia no momento que atravessava a pista com um dos carros que estava na corrida.



Diferente dos últimos GPs, a Mercedes não teve um bom final de semana em casa. Apesar de Lewis Hamilton marcar a pole position, na corrida, o inglês não conseguiu manter um bom ritmo. Ele foi ficando para trás e não passou da 5ª posição na classificação final. Nico Rosberg, vencedor da corrida em Silverstone, não conseguiu se classificar para o Q3 sábado e terminou a corrida apenas em 9º lugar. Um final de semana para esquecer...



Quem também teve mais um final de semana para esquecer foi Felipe Massa! Aliás, Massa está numa temporada para esquecer! Ele largou mais uma vez bem, estava na sexta colocação quando no início da volta 4, na curva 1, Massa rodou de maneira estranha - sozinho. A Ferrari se posiciona mais uma vez que o carro não apresentou problemas. Depois, o piloto relatou aos jornalistas, após a corrida, que foi um erro de pilotagem dele. Difícil de avaliar! Neste incidente e nos outros, não consigo chegar a conclusão se foi erro dele (Massa) ou um problema no carro. Todos esses incidentes foram esquisitos! E o histórico destes incidentes no ano é grande. Que fase, Felipe Massa!



É fato que com as temperaturas mais altas e a combinação de compostos médio e macio de pneus, a Lotus se destaca. Para uma corrida que exigia uma boa estratégia, a Lotus é a equipe que consegue permanecer mais voltas na pista pelo baixo consumo de pneus – principalmente com os pneus de composto médio.

A Ferrari partiu para uma estratégia bem alternativa. Largando mais atrás e com pneus de composto médio, a Ferrari tentou remanejar a utilização dos pneus de composto macio para o final da corrida. Alonso, posicionado em quarto lugar após a última troca de pneus, tinha um bom desempenho, porém não conseguiu ultrapassar Romain Grosjean com pneus de composto médio e desgastados ao final da corrida. Parece que para a Ferrari, a estratégia alternativa não funcionou tão bem quanto se esperava.



A briga pela vitória se restringiu a Vettel – que dominou a corrida em boa parte da corrida, Romain Grosjean e Kimi Räikkönen. Na casa das voltas 40, Vettel liderava com Grosjean sem 2º lugar e Räikkönen em 3º. Os dois primeiros foram aos boxes para a terceira troca de pneus. Enquanto que Räikkönen permaneceu na pista e assumiu a liderança.

A diferença era de 16 segundos. A hipótese de manter-se na pista sem fazer mais uma troca de pneus poderia ter funcionar para Kimi como tentativa de chegar a vitória. Mas a diferença para Vettel caiu rapidamente. Quando essa diferença estava se aproximando de 10 segundos na volta 50, a equipe Lotus não hesitou em chamá-lo para os boxes. Foram instalados pneus de composto macio usados no carro de Kimi. O retorno à pista foi para a 3ª posição há 3,9 segundos de diferença para Vettel que voltava a liderar e ainda com Grosjean em segundo lugar entre os dois. Cinco voltas depois, a equipe avisou via rádio para Grosjean facilitar a passagem para Räikkönen, já que o franco-suíço não acompanhava mais o ritmo de Vettel para tentar a vitória.

Neste momento, a batalha foi acompanhada na marcação da cronometragem na indicação da diferença setor por setor. A missão de Vettel foi manter a diferença de mais de 1 segundo para que Räikkönen não pudesse utilizar a asa móvel  para ultrapassá-lo. No braço e controlando essa diferença Vettel conseguiu cumprir a missão tão fundamental para manter-se à frente. Mesmo quando a diferença atingiu 1 segundo no último setor da última volta, Vettel conseguiu receber a bandeirada em primeiro na linha de chegada e Kimi Räikkönen finalizou em segundo lugar bem encostado no alemão da RBR. Grosjean que também foi ameaçado por Alonso pela mesma situação de Vettel , também conseguiu se manter à frente de Alonso e garantir o lugar no pódio.



Com mais essa vitória em casa, Vettel aumenta a diferença na liderança para 34 pontos sobre o segundo colocado Fernando Alonso (157 contra 123).  Vettel, apesar do esforço nesta vitória, em relação ao resultado, caminha com passos firmes rumo à conquista do tetra campeonato. Creio que ninguém parará o alemão e a RBR!




A Fórmula 1 sediará o próximo GP apenas no final do mês, dias 26, 27 e 28 – Grande Prêmio da Hungria. Será a décima etapa e iniciará a segunda metade da temporada.

Salve a Internet! Encerro aqui mais uma edição da coluna Momento Motor. Até breve!


Não deixe de visitar o nosso blog e o site www.esportenarede.org !

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Coluna Momento Motor: Estouro de pneu e da crise




Paulo Arnaldo Amaral Lima
(De São Paulo)

Amigo do Esporte na Rede!  Neste domingo, a Fórmula 1 teve uma corrida agitada e pode se considerar um GP caótico no circuito de Silverstone. Crise que estourou de vez com os problemas dos pneus dechapados. Os comentários corriqueiros de disputa de uma corrida perderam a atenção  dessa vez.



Conforme temia, esse problema pipocou.  A combinação Silverstone – que possui curvas de alta, zebras e a temperatura um pouco mais elevada resultaram neste problema crônico que tornaram esses compostos de pneus.  Problema novo? Negativo! Indícios de problemas nestes pneus ocorreram desde o GP do Bahrein, quando a Mercedes sofreu com o excessivo desgaste nos treinos livres daquela etapa. Chegou a ficar decidida uma mudança nos compostos de pneus no GP do Canadá. Porém Lotus, Force India e Ferrari não concordaram com essa mudança na ocasião. Sempre o problema de promover mudanças de regra com o jogo em andamento! Para essas equipes os pneus não estavam gerando problemas.



Com a segurança dos pilotos seriamente ameaçada, acendeu o alerta vermelho! Após a sequência de pneus dechapados neste último GP, Lewis Hamilton na volta 8, Felipe Massa uma volta posterior na 9, Vergne na volta 15, Gutierrez na volta 28 e Pérez na volta 46, uma ação imediata foi necessária.  Felizmente que esses problemas foram em reta e em curva de baixa.  O risco de um acidente mais sério foi altíssimo e muito preocupante.



Por isso, após a corrida, a Pirelli anunciou mudanças emergenciais já valendo para o GP do próximo final de semana na Alemanha. Os pneus traseiros terão a estrutura de aço substituída por klevar – polímero resistente ao calor e sete vezes mais resistente que o aço na questão peso.  Outra mudança importante, uma nova gama de pneus com estrutura simétrica será instalada nos pneus para o GP da Hungria.

Naturalmente  a Pirelli se posicionou. Apontou que alguns dos problemas às más praticas das equipes como por exemplo, inverter os lados pré-definidos na colocação dos pneus traseiros e calibragem de pressão nos pneus abaixo do especificado pela fabricante. Porém a imagem da Pirelli atingiu o ápice do desgaste na Fórmula 1. E pior é o marketing negativo que criou rupturas à marca perante a opinião pública.




Motivos publicitários, esportivos ou segurança! Não importa! O momento é delicadíssimo.

Sobre a corrida na Inglaterra. A Mercedes foi competitiva e briga em condições de proximidade com a RBR. Sem dúvida, fica evidente que aqueles testes no circuito da Catalunha valeram bem a pena!  Se alguém tinha dúvida se favoreceu... Hamilton chegou a liderar e mesmo com o problema nos pneus conseguiu uma boa recuperação. O Rosberg venceu. É bem verdade que a vitória estava bem encaminhada ao Vettel. Porém o problema no câmbio na volta 42 obrigou-o a abandonar e perder uma vitória praticamente certa. Mas Rosberg estava acompanhando o ritmo na segunda posição e conseguiu assumir a liderança diante do problema de Vettel Rosberg conquistou a segunda vitória na temporada.



Se Vettel não tivesse abandonado, a liderança teria ficado bem confortável. Começo a duvidar se alguém conseguirá impedir o Vettel  de conquista o tetra!  A Ferrari ficou para trás, a Lotus não vem bem há mais tempo. E quem está chegando na RBR, a Mercedes brigar pelo campeonato é algo ainda distante.



Destaque para Mark Webber que fez uma boa corrida de recuperação. Isso por que largou mal e não evitou um toque com Grosjean na primeira curva. Teve que conduzir o carro avariado até a primeira parada de boxes e perdeu desempenho. Porém após boa recuperação durante a corrida, nas voltas finais, foi favorecido pelo agrupamento dos carros devido a segunda intervenção do safety car e por estar com pneus mais novos em relação aos concorrentes que estavam à frente. Webber escalou as posições da quinta posição até a segunda colocação após a saída do Safety Car. E chegou bem perto de Nico Rosberg na última volta Talvez mais uma ou duas voltas, Webber teria conseguido a vitória. No embalo, Fernando Alonso (3º), Hamilton (4º) e Felipe Massa (6º) também progrediram bem na parte final da corrida.





Para finalizar, a notícia da saída de Mark Webber. Após muitos anos na F-1, Webber assinou contrato com a montadora Porsche. O australiano disputará o mundial de Endurance – o WEC. Ele competirá na categoria protótipos – LMP1. E disputará as 24 horas de Le Mans, tradicional corrida do automobilismo mundial.



Essa importante vaga na RBR está aberta. Kimi Raikkonen é a prioridade para ocupar a vaga de companheiro de Vettel. Porém, cCaso Raikkonen resolva permanecer na Lotus, a segunda opção estará entre os pilotos da STR, Daniel Ricciardo ou Vergne.

É isso, amigo do Esporte na Rede!  Semana que vem tem mais, Coluna Momento Motor com todos os detalhes do GP da Alemanha.  Até lá!


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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Coluna Momento Motor: Mercedes, Globo e acidentes fatais.


Paulo Arnaldo Lima

Amigo do Esporte na Rede. Conforme havia prometido na semana passada, abordarei os assuntos caso teste da Mercedes, que no último dia 20 houve a definição da punição e ainda sobre o caso da transmissão da TV Globo no GP do Canadá. Além desses dois temas, hoje gostaria de repercutir mais sobre a corrida das 24 Horas de Le Mans, realizada neste domingo. Porém terei que relatar sobre dois acidentes fatais que aconteceram neste final de semana no mundo do esporte a motor. Uma na própria 24 horas de Le Mans e a outra na etapa de Interlagos da categoria Light da Moto 1000.

Começando pelo caso da Mercedes. Evidente que a equipe fez o teste contra o regulamento. Porém a FIA e a Pirelli falharam em não acompanhar e deixar mais claro os procedimentos à serem seguidos para a realização do teste. Comentei no último Esporte na Rede, que a posição da FIA em partir para uma punição mais severa seria muito delicada. Se punisse a Pirelli, a Fórmula 1 correria o risco de ficar sem fornecedores de pneus. Se punisse a Mercedes, correria sério risco da equipe se retirar da Fórmula 1, como equipe e fornecedora de motores, já que a Fórmula 1 está mudando a especificação técnica do motor para o próximo ano. Tremenda sinuca de bico!




Razoavelmente, a FIA resolveu puni-la apenas ao veto de participação dos testes coletivos com os novatos realizados ao final da temporada. Punição branda. Leve. O que penso a respeito? Pensando em ética e competição esportiva justa, evidentemente que discordei. Infelizmente, o esporte ficou refém de acordos comerciais e do dinheiro que vem do mundo dos negócios. Qualquer decisão de impacto sempre é avaliado, como quase tudo na sociedade que envolve negócios contra a parede da ética. Por muitas vezes, esses dois mundos não conseguem se combinar.  Parece utopia querer que as coisas sejam diferentes. Ao invés do bom volume de dinheiro servir sadiamente – e a Fórmula 1 conseguiu se tornar uma potência, nestes termos – mais sujeira, mais coisas erradas, mais ganância... Enfim, infelizmente, o mundo é assim! Talvez por causa do maldito dinheiro.

Voltando as voltas da F-1, a Red Bull prometeu protestar e até mesmo realizar um teste secreto. Declaração irônica diante ao fato! O ambiente da Fórmula 1 tem um histórico de clima instável nos bastidores. Não faz tanto tempo que aconteceu o escândalo de Max Mosley (ex-presidente da FIA) e o problema da equipe Renault que envolveu Briatore, Nelsinho Piquet e Alonso  no famoso caso “Cingapura Gate”.  A Fórmula 1 é muito legal dentro das pistas, mas de vez em quando, extrapola e oferece esses desgostos. Reflexos de aspectos morais impossibilitam-me de acompanhar a F-1? Talvez não! Não consigo deixar de curtir o barulho, a velocidade, o desafio da competição e testemunhar a habilidade humana de controlar as máquinas tão poderosas! Mas manterei firme a minha postura de cobrar da Fórmula 1 e de qualquer competição esportiva, valores morais e uma disputa justa. Essa minha posição faço questão de deixar clara na minha coluna de hoje!

Virando a página! Vou agora, comentar sobre a interrupção da transmissão do GP do Canadá na Globo, para a exibição ao vivo do amistoso da seleção brasileira contra a França, às vésperas da Copa das Confederações. Não discuto a decisão da TV Globo, até por que os índices de audiência são indiscutíveis. A Fórmula 1 não chega a atingir a metade do Ibope de qualquer jogo de futebol que é exibido aos domingos à tarde. Creio que a TV Globo tem o sagrado direito de interromper a transmissão e priorizar outra atração que apresenta melhores resultados. O que eu não concordo é a emissora não oferecer ao fã de Fórmula 1, uma alternativa para acompanhar a corrida ao vivo. Sabidamente que corridas no Canadá e Estados Unidos geram conflito com horário de jogos do futebol no Brasil. No ano passado, o Sportv transmitiu ao vivo o GP dos Estados Unidos realizado no Texas (circuito de Austin). 




É uma solução plausível! Só não compreendo o porquê da Globo não ter planejado com antecedência um  acordo com a FIA para exibição ao vivo na íntegra em um dos canais do Sportv? O Sportv transmitia neste horário, também o amistoso do Brasil contra a França, no Sportv 2, jogo do Brasil pela  Liga Mundial de Vôlei e no Sportv 3 apenas o Repórter Sportv. A Globo precisa ter o cuidado de tratar essas exceções com a FIA. Diante dessa situação e do GP dos Estados Unidos no ano passado, fica a impressão de que a definição é feita em cima da data do evento.  Até por que, nos dois casos, no GP dos EUA do ano passado e no GP do Canadá deste ano, houve uma certa demora no anúncio oficial de definição do esquema de transmissão. No fim, apenas, exige-se respeito ao expectador que acompanha a Fórmula 1. É o mínimo que a detentora dos direitos de transmissão exclusivo da F-1 deveria oferecer a quem assiste a F-1.

Quem não possui TV por Assinatura, de direito pode reclamar dessa solução de exibição pelo Sportv! É justa e de direito, essa reclamação? Minha opinião, não! A Fórmula 1 não vem justificando  um resultado satisfatório nos índices de audiência  a ponto de ganhar essa preferência em relação ao futebol. Vejo cada vez mais, uma Fórmula 1 segmentada em termos de transmissão. Voltada para um público específico que gosta de automobilismo. Aliás, essa situação vem acontecendo em outros países. O grande interesse de público aqui no Brasil houve sob o efeito das conquistas de Fittipaldi, Piquet e principalmente Senna. O Brasil deixou de vencer. Agora, o público que acompanhava antes, não acompanha mais atualmente.

Uma constatação. Quando estive no Chile, no mês de abril deste ano, tive que rebolar para acompanhar a Fórmula 1. A única disponibilidade no país é através do canal Fox Sports Broadcast – que não está acessível aos planos mais modestos de TV por assinatura. Ou seja, paga-se para poder acompanhar corridas de F-1 ao vivo lá no Chile. Ainda bem que aqui no Brasil, a TV Globo não tem um concorrente na grade que ameaça retirar a exibição ao vivo das corridas, nas manhãs de domingo ou madrugada, quando essas corridas são realizadas na Europa eu Ásia respectivamente.


Por fim, dois assuntos chatos marcaram este final de semana. Os acidentes fatais de Allan Simonsen nas 24 horas de Le Mans e Cristiano Ferreira na categoria Light da Moto 1000. Gostaria de comentar mais sobre a grandeza das 24 Horas de Le Mans que neste ano teve ampla cobertura dos canais Fox Sports e Sportv, ao longo do sábado e no domingo pela manhã.  Afinal, dessa vez, as duas emissoras capricharam na cobertura, como nunca visto antes.




Porém, o falecimento do piloto dinamarquês Allan Simonsen, da categoria GTE Am que competia pela sétima vez nas 24 horas de Le Mans pela Austin, decorrente do grave acidente ainda na primeira hora da corrida, apagou o brilho festivo de um dos eventos mais importantes do mundo automobilístico. O dinamarquês Tom Kristensen, que dividiu o carro número 2 da Audi na categoria P1 com Loic Duval e Allan McNish, venceu pela nona vez. Sem dúvida, uma marca histórica! Porém a conquista de Kristensen ficou em segundo plano diante da comoção no pódio devido a morte do compatriota Simonsen.




O domingo terminou triste, com a confirmação da morte do piloto Cristiano Ferreira, que competia pela categoria Light da Moto 1000 em Interlagos. O piloto de 29 anos perdeu o controle da moto na saída do “S” do Senna e durante a queda foi atingido por outro competidor. Particularmente, acho Interlagos muito perigoso para competições de Motos. Não sou muito favorável a realização de corridas de motos  lá.  Porém, esse tipo de acidente foi uma fatalidade. Principalmente por que o Cristiano caiu dentro da pista e é difícil para quem vem atrás, conseguir desviar a tempo. Essa situação de acidente no motociclismo é sempre a mais perigosa e não tem maneira de evitá-la, principalmente quando o piloto cai na pista.




Infelizmente, acidentes no esporte a motor acontecem e sempre é fica o desafio para os organizadores conseguirem melhorar a segurança dos pilotos. Mesmo nas 24 horas de Le Mans, com todas as mudanças para tornar a competição mais segura, um carro bate violentamente no guard-rail e leva a vida de um piloto, como foi no caso do Simonsen.

Resta-nos orar e transmitir condolências às famílias! Torcer para que mais melhorias e revisões na segurança sejam promovidas. E lembrar que esse tipo de esporte é de risco!
Semana que vem, terá mais uma coluna Momento Motor!



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