sábado, 14 de abril de 2012

Parabéns, Santos Futebol Clube!


Salve, salve, amiga e amigo do Esporte na Rede!

Hoje, às 14h, o Santos Futebol Clube completou 100 anos. Quanto tempo, não? Naquele dia 14 de abril do ano de 1912 na sede do Clube Concórdia, em uma reunião que começou às 14h, alguns rapazes resolveram fundar um novo time de futebol na cidade. Cidade que tinha sua importância por conta de seu porto. Por ali, escoava o café brasileiro que impulsionava nossa economia. 

Próximo das águas temperadas do Atlântico, nascia um titã.

Algumas horas mais tarde, quase meia-noite daquele mesmo dia, ao norte do Atlântico, agora com águas geladas, o espetacular Titanic encontrava seu terrível fim. 

Morria um titã.

Nas palavras do grande José Roberto Torero: "O mundo não poderia comportar dois gigantes". 

Esse tipo de abordagem, com traços de epopéia sobre o Santos, parece realmente fazer parte de sua longa vida. Cada clube, como bem disse meu irmão, tem uma característica, algo que torna fácil sua identificação.

Uns são lembrados por conta da torcida, pela raça, pela colônia que ajudou na sua fundação, etc. O Santos, acredito, ficou marcado pelo futebol vistoso e altamente ofensivo e por uma mitologia criada especialmente por conta de Pelé, é claro. Mas, o Santos quando visto 'apenas' como o time de Pelé mostra a pouca informação que muitos tem ou não se importam em ter. Um time de futebol tem 11 jogadores. Você pode ter um craque (e o Santos teve vários nestes 100 anos), mas o tal craque não jogou sozinho. 

Uma das maiores tolices que já ouvi é a de que qualquer um jogaria no time dos anos 60. Mentira! Para jogar ao lado de um fora de série, de um excelente ou ótimo jogador tem que ser no mínimo, muito bom. Nem regular, nem mais ou menos, nem bom e muito menos bonzinho. Repito: tem que ser NO MÍNIMO muito bom. E assim foi no fim dos anos 50 e durante toda a década de 60. 

Quando se fala da história do Santos, divide-se em três partes: Era pré-Pelé, Era Pelé e Era pós-Pelé. Divide-se de uma forma respeitosa, quase clerical. Façamos um rápido resumo:

Nos anos 10 havia Arnaldo Silveira, primeiro a marcar um gol pelo Santos e capitão da Seleção Brasileira em seu primeiro título, o sul-americano (hoje Copa América) de 1919.

Foi assim nos 20 e 30 com Araken, que fez parte do incrível ataque dos 100 gols (100 gols em 16 jogos) em 1927 e também do time que levantou o primeiro título Paulista do clube em 1935.

Nos anos 40, o time não ganhou nada, mas tinha um habilidoso meia, Antoninho, o 'Arquiteto da Bola'. Porém, além de trabalho e talento, a sorte precisa estar sorrindo para você. Naquela década, ela afastou-se do Santos. Faria isso novamente em mais 40 ou 50 anos mais tarde.

Vamos pular os anos 60, certo?

Nos anos 70 surgiu a primeira geração dos Meninos da Vila, com o craque Pita.

No início dos 80 chegou  Serginho Chulapa. Veio do Morumbi para ser imortal na Vila, num time que destoa um pouco da característica santista: era mais força e vontade do que habilidade. E isso não é uma crítica. Esse time, do lendário Rodolfo Rodriguez, de Márcio 'Malvado', Dema, deixou saudades.

Então chegou a época já citada em que a sorte mais ma vez afastou-se da Vila. Mesmo assim, bons times foram formados. Da metade dos anos 80 até matade dos 90, a Vila Belmiro ficou à margem dos rivias. Bons nomes apareceram por lá: Mendonça, Júnior, Paulinho, Guga, Sérgio Guedes. 

E até mesmo grandes jogadores que torciam pelo Santos quando criança, alguns até hoje, ou simplesmente tinham admiração pelo 'time de Pelé' passaram por lá nessa época: Sócrates, Hugo De Léon, Careca, Muller. Ainda assim, títulos não vieram.

Na segunda metade dos anos 90, parecia que as coisas começariam a melhorar. Mais uma vez, um craque vestia a mítica 10: Giovanni. Mas, ainda não foi dessa vez. Em 1995 o time praiano foi à final do Brasileirão contra o Botafogo, seu grande adversário nos anos 60. Só que dessa vez, não foi o time carioca o algoz do time paulista. Foi, sim, um árbitro mineiro: Márcio Rezende de Freitas.

Na sequência, um grande goleador do rival alvinegro paulistano deu o ar da graça na Baixada e conquistou a torcida com seus gols e grande carisma. Viola foi campeão do Rio-São Paulo de 1997 e da Copa Conmebol, de 1998. Mas, para os torcedores adversários e boa parte da imprensa, o Santos continuava na fila.

Chegam os aos 2000 e um novo século apresenta-se para a humanidade. E junto disso, um recomeço ao time da Vila. Novamente, das categorias de base do time, surge um menino negro que causa grande expectativa em todos. Robinho, ao lado de Diego, em 2002, finalmente liberta o Santos de seu calvário. Em todos os sentidos.

Os anos seguintes são bons: vice da Libertadores, outro Brasileiro, dois paulistas (p minúsculo mesmo). Em 2009 um outro vice, dessa vez do paulista. Só que no time que não venceu, havia um rapaz trazido por Giovanni que diziam ser tão quanto o próprio. E um outro, negro como Pelé e Robinho que era uma promessa guardada a sete chaves nas bases do time que havia sido liberada naquele ano. Eram Ganso e Neymar.

Ganso e principalmente Neymar tornaram-se os homens da vez nessa história mágica, cheia de drama, alegria, tristeza e muitas reviravoltas. Com eles, vieram mais dois paulistas, uma Copa do Brasil e uma Libertadores e um vice Mundial.

Em todas as épocas, o Santos teve jogadores que faziam a diferença, mesmo na época das vacas magras, mas estes homens nada conseguiriam sem jogadores que estivessem a sua altura.

A História é escrita por homens e não por um homem.

Muito já foi dito dessa importante data. O que eu gostaria de dizer é que não importa para qual time você torça. Se você realmente gosta de futebol, você ficou contente com este aniversário do Peixe. Pois, quando amamos o esporte, o futebol, ficamos tranquilos por vermos que mais um time importante e competitivo chegou ao seu centenário. Foi assim com Vasco, Flamengo, Ponte Preta, Guarani, Corinthians, Coritiba...

Para você que torce para o Santos, meus parabéns. A festa é sua! Para você que torce para outro time, não precisa comemorar pelas ruas. Pegaria mal! Mas, você sabe. Com mais este centenário, o futebol brasileiro estará em alto nível (como diria Wanderley Luxemburgo). Tomara que por pelo menos, mais cem anos.

Um grande abraço!


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Enfim, habemos twitter e jogo da velha!!!!!!!!

Atenção, pessoal, está no ar o twitter do nosso programa. Siga-nos em www.twitter.com/esportenarede01. Nossa hastag - o bom e velho jogo da velha - durante o programa é #esportenaredenoar

Boa diversão!!!!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Fotos do programa Esporte na Rede, com Ana Carla Portella

O programa Esporte na Rede de ontem recebeu a jornalista Ana Carla Portella. Ela falou sobre o documentário "Telê Santana, Meio Século de Futebol Arte", do qual é uma das autoras. Ana colocou o dedo na ferida e disse até que o São Paulo Futebol Clube "boicotou" o lançamento de seu produto.

Também teve Libertadores e Copa do Brasil, ambas chegando às fases mais agudas. O ER vai ao ar toda TERÇA-FEIRA, pela UPTV (www.uptv.com.br). A atração é AO VIVO, a partir das 20h. Veja algumas fotos abaixo, iclusive flagras de bastidores. Um forte abraço.













domingo, 8 de abril de 2012

Na primeira etapa da MotoGP, Lorenzo da Yamaha surpreende com vitória em Losail.



O domínio e a vitória certa de Casey Stoner da Honda escaparam há três voltas do final da corrida noturna do Qatar.  Stoner dominou os treinos e a corrida quase que totalmente. Um problema perto do final da corrida afetou o desempenho da moto Honda de Stoner, abrindo caminho para a vitória de Jorge Lorenzo que com facilidade ultrapassou Stoner na última curva do circuito de Losail, há três voltas do fim.

O prejuízo foi grande ao atual campeão e favorito ao título desse ano Casey Stoner. O australiano teve que se conformar com o terceiro lugar. Ele também perdeu a posição para o companheiro de equipe, Danl Pedrosa.

O multicampeão da MotoGP Valentino Rossi continua carregando os problemas de 2011 da sua Ducati. O italiano não passou de um décimo lugar.
Confira a classificação final da prova:
Pos.
Piloto
Equipe
Moto
Tempo/Dif.
1
Jorge LORENZO
Yamaha Factory Racing
Yamaha
42'44.214
2
Dani PEDROSA
Repsol Honda Team
Honda
+0.852
3
Casey STONER
Repsol Honda Team
Honda
+2.908
4
Cal CRUTCHLOW
Monster Yamaha Tech 3
Yamaha
+17.114
5
Andrea DOVIZIOSO
Monster Yamaha Tech 3
Yamaha
+17.420
6
Nicky HAYDEN
Ducati Team
Ducati
+28.413
7
Alvaro BAUTISTA
San Carlo Honda Gresini
Honda
+28.446
8
Stefan BRADL
LCR Honda MotoGP
Honda
+29.464
9
Hector BARBERA
Pramac Racing Team
Ducati
+31.384
10
Valentino ROSSI
Ducati Team
Ducati
+33.665
11
Ben SPIES
Yamaha Factory Racing
Yamaha
+56.907
12
Colin EDWARDS
NGM Mobile Forward Racing
Suter
+58.088
13
Randy DE PUNIET
Power Electronics Aspar
ART
+1'10.650
14
Yonny HERNANDEZ
Avintia Blusens
BQR-FTR
+1'15.943
15
Aleix ESPARGARO
Power Electronics Aspar
ART
+1'26.733
16
Ivan SILVA
Avintia Blusens
BQR-FTR
+1'43.327
17
Mattia PASINI
Speed Master
ART
+1'47.419
18
James ELLISON
Paul Bird Motorsport
ART
+1'51.882

Michele PIRRO
San Carlo Honda Gresini
FTR
7 voltas
Abandonos

Danilo PETRUCCI
Came IodaRacing Project
Ioda
7 voltas

Karel ABRAHAM
Cardion AB Motoracing
Ducati
15 voltas

Coluna velocidade: Mistério da perda de performance da RBR e mudanças nas etapas da Fórmula 1.






Coluna velocidade: Mistério da perda de performance da RBR e mudanças nas etapas da Fórmula 1.

Qual é o grande mistério da perda do domínio da RBR?

Essa semana antecede o GP da China. Mas enquanto os carros não aceleram no fantástico circuito internacional de Xangai, a imprensa especializada tenta descobrir o "mistério" da perda de domínio da equipe Red Bull Racing. Após duas etapas, apesar de a equipe Ferrari liderar o campeonato com Fernando Alonso, o que se viu foi uma Mclaren forte e com ares de dominante. A RBR caiu da primeira para segunda força. Para desvendar esse mistério é necessário mergulhar o entendimento no universo técnico da Fórmula 1. Não é apenas um motivo técnico. Talvez a causa maior seja a proibição do uso de escapamento aerodinâmico. Esse recurso, grande obra de engenharia, certamente poderia ser o grande triunfo responsável pelo desempenho acima da média da RBR no ano passado. Especula-se que o escapamento direcionava o fluxo dos gases para a roda traseira com a finalidade de melhorar a pressão aerodinâmica do carro. A explicação do funcionamento desse recurso tem muitos detalhes. Para quem quiser entender melhor, o Lívio Oricchio traz em primeira mão, todo o detalhamento em http://blogs.estadao.com.br/livio-oricchio/como-funciona-o-escapamento-aerodinamico/ .  

A FIA pode ter proibido o escapamento para “frear” o domínio da RBR. Além da história do escapamento, outro ponto ganhou importância na eventual perda de performance da RBR. A mudança que regulamentou a distância dos bicos dianteiros em relação ao solo, de 62,5 cm (em 2011) para 55 cm (atualmente). O famoso bico ornitorrinco, além de esteticamente estranho, pode ter criado complicações para o projeto de Adrian Newey. 

Existem outras especulações bem fundamentadas expostas em sites especializados. Mas não se deve esquecer que a Mclaren no ano passado já tinha a RBR na alça de mira. Em 2012 parece que acertou a mão na receita do carro neste início de temporada. Em condições normais de pista, o desempenho eficiente e equilíbrio do carro da Mclaren parecem estar bem claros. Mas a Red Bull pode virar esse jogo agora!

Com o intervalo de três semanas entre os GPs da Malásia e China, a RBR aproveita a pausa para estudar, revisar e encontrar novas soluções, com os objetivos claros de chegar em condições de igualdade com a Mclaren já na próxima etapa. Aliás, todas as equipes estão concentrando esforços para melhorar o desempenho em Xangai. A competição da Fórmula 1 segue desde das pistas até os intervalos entre as etapas. A Ferrari é a equipe que mais trabalha para ter um carro competitivo e decente, apesar do resultado maravilhoso, entretanto inesperado, da última etapa.


Em relação aos locais das corridas, algumas novidades não oficializadas para o ano que vem.

A França tenta voltar a sediar um GP à partir do ano que vem. A proposta é revezar com GP da Bélgica, regularmente sediado no lendário circuito de Spa-Francorchamps. O anúncio oficial era aguardado na semana passada, mas o premiê François Fillon relatou que o acordo com a FOM (Formula One Management) não foi firmado. Esse retorno não seria em Magny-Cours, local do último GP francês em 2008. É provável que o local escolhido seja Paul Ricard, circuito que integrou o campeonato de fórmula 1 nos anos 80. A pista é sensacional, bem melhor que Magny Cours.Mas revezar com o GP da Bélgica, um dos melhores circuitos do mundo, não parece ser tão agradável aos fãs da F-1.

A outra novidade é o retorno para a Argentina. O provável acordo assinado prevê três anos e a corrida seria realizada à partir do ano que vem, na cidade de Mar Del Plata, em um circuito de rua. O motivo da inclusão dessa corrida deve ser a desistência da Coréia do Sul que deve deixar o calendário já no ano que vem.

É oficial que no ano que vem terá uma segunda etapa nos Estados Unidos, nas ruas de Nova Jersey, sendo necessário um revezamento entre as etapas de Barcelona e Valência na Espanha para manter as vinte etapas.


Sinal de alerta no deserto do Bahrein

A realização da etapa do Bahrein no circuito da Sakhir para o próximo dia 22 de abril segue oficialmente confirmada. O país vive um clima de tensão e conflitos políticos. O sinal de alerta continua aceso e a qualquer momento, um novo cancelamento pode ocorrer. No ano passado, a etapa foi cancelada por causa dessa mesma situação que se encontrava o país. Por outro lado, a FIA tenta tomar todas as medidas de segurança para garantir o evento com segurança.

Uma excelente semana para todos!


Paulo Arnaldo
A velocidade da bola