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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Coluna Momento Motor: As certezas e incertezas da F-1.



Saudações, amigo do Esporte na Rede! Neste final de semana, houve o GP do Japão de Fórmula 1, a 15ª etapa da temporada que foi realizada no tradicionalíssimo circuito de Suzuka.  É a certeza que o título está muito próximo de Sebastian Vettel. E é a quase certeza de que a conquista do tetra campeonato virá na Índia, já que para isso, basta uma quinta posição na próxima corrida.
 

 
Com o desempenho nas últimas corridas e nos treinos para o GP do Japão, o mundo tinha certeza de que Vettel venceria mais uma vez. Só que dessa vez, não houve a mesma facilidade das últimas corridas. Romain Grosjean e Mark Webber dificultaram a situação! Por sinal, Grosjean, o piloto da Lotus, da terceira posição no grid, fez uma belíssima largada e assumiu a liderança ao contornar a primeira curva após a largada e passou a primeira metade da corrida na primeira colocação. Com o bom desempenho de Grosjean no início, a certeza da primeira vitória dele na Fórmula 1 estava por vir. Entretanto, apostar na RBR é sempre a certeza de se dar muito bem.


Mesmo com Webber permanecendo na segunda colocação e Vettel na terceira posição, ambos reverteram a situação quando a RBR traçou mudanças de estratégia à partir da segunda parada nos boxes. Webber foi para uma tática de três paradas de troca de pneus, antecipando a segunda parada na volta 26. Com isso o australiano da RBR ficaria mais rápido no final da corrida e poderia chegar na primeira posição. Por outro lado, Vettel repartiu a missão em duas ações. Primeiro, aproveitar o baixo consumo dos pneus e prorrogar a segunda troca de pneus para a volta 38, mantendo a diferença para Grosjean que já havia trocado os pneus pela segunda vez na volta 30 em tática convencional (padrão). Segundo, após a troca e com pneus novos, Vettel conseguira ultrapassar com facilidade Romain Grosjean para conquistar a segunda posição – já que Webber estava na liderança neste momento.


A tática de Webber era excelente. Webber fez a terceira troca na volta 43. Porém o australiano falhou quando em não conseguiu ultrapassar Grosjean nas voltas posteriores após a troca dos pneus. O australiano só conseguiu a ultrapassagem na volta 52, ou seja 9 voltas depois. Webber já estava em ataque ao Grosjean na volta 46.  Se tivesse conseguido um pouquinho antes, certeza que ele pegaria Vettel para lutar pela liderança e até de repente, vencer a corrida.
Alonso fez o arroz com feijão terminando na 4ª posição, apenas, para evitar o título de Vettel no Japão. Massa vinha bem e no ritmo de Fernando Alonso  (2,3 segundos atrás). Mas o excesso de velocidade nos pits na segunda parada nos boxes resultou em punição. Drive-through e uma 10º posição amarga como resultado final. Amargo também foi o dia de Hamilton que teve um pneu furado após tocar no carro de Vettel na largada e abandonou prematuramente o GP.


Nico Hülkenberg com mais uma boa apresentação no Japão – terminando na 6ª posição, confirma a boa fase e tem a certeza de que estará em uma boa vaga no próximo ano! Entre Lotus e Force India.

Agora, comentando sobre o futuro da F-1, sobram incertezas! Deu uma esfriada nas possibilidades de Felipe Massa para o ano que vem! Convenhamos que ele não foi bem nas duas últimas corridas. A certeza de Massa permanecer na F-1 ainda resiste. Mas para onde, é uma incógnita. Lotus, Force India, Williams, McLaren, Sauber e até STR. Para onde vai Felipe, incerteza total!
 
Essa incerteza é interessante! As declarações vindas de dentro da McLaren, com certa insistência, do desejo pelo retorno de Fernando Alonso com tom de arrependimento do que aconteceu no passado, como um casamento mal resolvido, é de abalar a certeza de continuidade do Fernando Alonso na Ferrari, não? Mas, ainda ACHO, que Alonso não sairá da Ferrari.
No fim das contas, todos vivem nas certezas deste campeonato e nas incertezas do campeonato para o ano que vem. Como será a dança dos pilotos e como cada equipe estará no próximo ano, já que as mudanças no regulamento serão enormes, é um clássico voo às cegas. Por isso, a dança de pilotos está suspensa até segunda ordem! Especulações para tudo que é lado! Enquanto isso, procura-se a melhor rota nesta maré de incerteza.
O próximo GP será no dia 27 de outubro, na Índia, no circuito internacional de Buddh.

Encerra-se aqui a coluna Momento Motor dessa semana. Até a próxima!

 
 
Esporte na Rede na Fórmula 1 é análise esportiva de qualidade!

domingo, 18 de agosto de 2013

Coluna Momento Motor: Alerta vermelho


Paulo Arnaldo 
(De São Paulo)

Amigo do Esporte na Rede. Essa pausa de férias na Fórmula 1 não foi só abastecida de notícias de dança dos pilotos. A onda de problemas financeiros envolvendo as equipes Sauber e mais recentemente a Lotus ganharam as manchetes dos noticiários especializados em automobilismo. No histórico recente Force India e Marussia também foram alvos dessas notícias e a HRT foi a última equipe que fechou as portas na virada de 2012 para 2013.



Essa situação preocupa! A mais inusitada foi a Lotus que nas suas condições conta com Kimi Räikkönen na luta pelo título e ele é o atual vice-líder do mundial. O grupo Genii Capital, proprietário da equipe Lotus, está entre a faca e a cruz. Atrasou o salário do Kimi, congelou a evolução do carro deste ano e está seriamente ameaçada de perder o Kimi para a Ferrari ou Red Bull, figura chave – pivô - do plano de negócios da equipe. Além disso, com toda a mudança técnica que a Fórmula 1 sofrerá no próximo ano, o desenvolvimento do novo carro acarretará aumento dos custos. Se Kimi Räikkönen resolver seguir na Red Bull ou na Ferrari no próximo ano, o Grupo Genii Capital poderá sair de cena! A Lotus poderá ser vendida ou fechada. Uma pena, para uma equipe que faz grande trabalho neste ano!



A Sauber foi brilhante no ano passado e tem sido um desastre neste ano. A equipe perdeu a referência do proprietário do time Peter Sauber que resolveu se aposentar. Além de perder o mentor, a equipe perdeu totalmente o rumo. Do lado financeiro, dois meses de salários atrasados do Nico Hülkenberg  e uma situação crítica, segundo a publicação do jornal alemão Bild , estima-se 1 milhão de reais em dívida. Diferente da situação da Lotus, um desempenho que não chega nem perto dos resultados conquistados no ano passado, quando quase chegou a vitória. Um grupo de três empresas da Rússia, indicados por Bernie Ecclestone foi anunciado como salvador da pátria, mas o acordo segue em curso de negociação e indefinição. Por isso, o futuro segue incerto e a profundidade do buraco que a equipe suíça mergulhou aumenta a cada dia.



No início do ano, a Force India, que tem um dos melhores carros do grid na atual temporada, também marcou presença nas manchetes da equipe que sofre problemas financeiros. Não diretamente na equipe, mas nas empresas e parceiros de Vijay Mallya, proprietário indiano da equipe Force India. Principalmente na empresa aérea Kingfisher Airlines que está mergulhada em crise e dívidas. Quando pipocar de vez esse problema na Kingfisher, certamente espirrará na equipe Force India. Mais uma equipe com o sinal de alerta vermelho!



A equipe Marussia sempre foi colocada como candidata a fechar as portas. Contando com a estrutura de equipe mais fraca na Fórmula 1, a equipe só sobrevive com perspectiva na virada técnica que a Fórmula 1 terá de 2013 para 2014 por que firmou uma parceria com a Ferrari,  no momento que Jules Bianchi, piloto da academia de desenvolvimento da Ferrari, foi colocado na equipe para ganhar experiência com um carro de Fórmula 1. Apesar do apoio da Ferrari, quando Bianchi for promovido à Ferrari, como será?

Um dos objetivos da troca dos V8 pelos V6 turbinados é baixar os custos. Com isso, faz parte do escopo congelar de forma gradativa a evolução do motor V6 turbo entre 2014 e 2018. Isso já ocorre atualmente com o V8. Mercedes, Renault e Ferrari seguirão como fornecedoras. A  Honda entrará em 2015 pela McLaren. Quem imaginava que a nova especificação poderia trazer mais novos fornecedores, se enganou. E o pior! Os custos dessa transformação sempre são dolorosos para quem já está vivendo na corda bamba!





Nos últimos anos, a principal tentativa de baixar os custos astronômicos da Fórmula 1 foi praticamente aniquilar os testes coletivos durante a temporada. Mas como a Fórmula 1 segue um princípio de evolução, o fluxo dos altos custos foi direcionado para simuladores e túneis de vento. Ou seja, foi um tremendo tiro de canhão nos pés.

A Fórmula 1 vive um momento delicado com o alto risco de diminuir o grid. A F-1 conta com um grupo de alto risco: Force India, Lotus e Sauber. Sem considerar que a qualquer momento pode pingar uma notícia de mais uma equipe sofredora de problemas financeiros. Há solução? Difícil! Há algumas sugestões, antigas, como liberar o terceiro carro para as equipes grandes. Talvez funcione! Talvez passar pela fragilidade do momento seja o maior desafio da Fórmula 1, atualmente!



Enquanto isso, na dança dos pilotos...

Estava mais certo para Kimi Räikkönen seguir para a Red Bull na vaga de Webber. Na Hungria, surgiu a notícia do encontro de representantes de Fernando Alonso com o diretor Christian Horner para esta vaguinha na Red Bull. Neste intervalo, surgiu o rumor dando como quase certo o retorno de Kimi Räikkönen à Ferrari no lugar de Felipe Massa. Por fim, Daniel Ricciardo na mais almejada vaga da Red Bull. A imprensa especializada passou esse período chutando bem... Melhor aguardarmos definições mais claras, principalmente na próxima semana quando a Fórmula 1 desembarcará na Bélgica. Por lá, estarei mais crente com as notícias!

Amigo internauta do Esporte na Rede! Semana que vem tem mais coluna Momento Motor. Volto para repercutir o GP da Bélgica na próxima semana e quem sabe, com novidades nas definições de pilotos para o próximo ano. Até semana que vem!





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