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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Reformulação com o Novo velho Dunga


É, meus caros, começou a era Dunga na Seleção Brasileira. Contradizendo a própria a CBF que demitiu o treinador após a copa de 2010 e que hoje o traz de volta para a Copa de 2018.

Acredito no trabalho de Dunga, capacidade ele tem, demonstrou na sua primeira passagem. Mas, na minha visão, seu retorno não é fruto do seu ótimo trabalho, mas sim, pela blindagem  que o treinador fará para Marin e Del Nero que não têm peito para aguentar a pressão da torcida e imprensa.

É óbvio que os números do Dunga na seleção são bons, o tetra campeão do mundo ganhou tudo à frente da amarelinha, exceto o mundial. Porém, foi eliminado diante da vice-campeã Holanda nas quartas de final, por erros individuais.

A má relação com a imprensa também prejudicou a primeira passagem de Dunga na seleção, o próprio treinador reconhece isso. Pode ter certeza, que teremos um Xerifão mais maleável com a mídia.

Agora, taticamente, teremos uma grande interrogação. O técnico gaúcho, depois que saiu da seleção, apenas trabalhou seis meses no comando técnico do Internacional, conquistou o campeonato gaúcho é verdade, mas, ficou muito tempo fora do futebol.

Dunga prioriza demais o coletivo em suas equipes, gosta de usar uma marcação forte com uma boa saída rápida ao ataque, foi o que vimos nessa copa de 2014.

Na coletiva, achei um ponto interessante que Dunga destacou, o importante é com quantos jogadores chegamos até o ataque e não congestionar o campo com jogadores ofensivos.

E veremos isso na seleção, creio que não iremos fugir desse padrão, e a base da copa de 2014 será mantida. O próximo compromisso da Seleção é em setembro, dia 5, diante da Colômbia, vamos aguardar para ver como será a nova Seleção do velho Dunga. 


Rafael Jacobucci - O Faro da Bola



quarta-feira, 16 de julho de 2014

Esporte na Rede fala sobre novas tecnologias como apoio às mídias tradicionais

O Esporte na Rede de ontem (15/07/2014) falou sobre a reformulação da Seleção Brasileira, com a análise dos nossos comentaristas. Também tivemos a última edição do Quiz da Copa e do Copa & Cozinha na Rede, que mostrou como fazer um delicioso Bolinho de Feijoada.

No estúdio, um bate-papo com Thiago Andrade, Coordenador de Produto da ESPN e Henrique Munhos, editor do ESPN Sync. Falamos sobre os aplicativos que a ESPN trabalhou nesta Copa do Mundo e falamos sobre a mídia tradicional com o apoio das novas tecnologias.

O programa Esporte na Rede é exibido pela emissora web UPTV (www.uptv.com.br). Vai ao ar toda terça-feira, AO VIVO, a partir de 20h. Tem uma hora de duração e recebe muitos convidados do mundo esportivo.

Foca na análise esportiva inteligente e bem-feita, com a participação do internauta em tempo real. A interatividade é nosso diferencial. Mais informações: www.esportenarede.org. Confira abaixo as fotos e o vídeo da atração. Esporte na Rede, análise esportiva de qualidade! Um forte abraço.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=DD3st9v_I5w
 




























quarta-feira, 9 de julho de 2014

A reformulação do futebol brasileiro passa por TODOS nós


Depois da acachapante derrota da Seleção Brasileira por 7 a 1 contra a Alemanha, é hora de colocarmos o cérebro para funcionar e fazermos um grande debate sobre o futebol brasileiro, com novas ideias e novos métodos que possam efetivamente contribuir para a evolução do esporte bretão em solo tupiniquim.

Como sempre faço, não gosto de me pronunciar na hora que a coisa acontece. Prefiro esfriar a cabeça, deixar a poeira baixar, esperar para ouvir o que os colegas da mídia estão dizendo para, só então, formar minha opinião a respeito dos temas polêmicos envolvendo o esporte brasileiro, em especial, o futebol.

Depois de ler e ouvir muita coisa, gostaria de sugerir alguns pontos para que as pessoas que gostam de esporte neste país possam levar aos debates que forem realizar. Falo para TODOS: sejam ntegrantes das cúpulas de dirigentes de times e da Seleção Brasileira, sejam simples torcedores nas mesas de bar.

Ponto 1: Já disse, várias vezes, no programa Esporte na Rede, que apresento toda terça-feira, ao vivo, na UPTV, que o futebol brasileiro carece de mudanças vitais, estruturais. E isso envolve questões técnicas, táticas e, principalmente, financeiras, nas quais estão presentes o negócio, a vantagem e a corrupção.

Vou começar pela parte futebolística. Os dirigentes dos times deste país preferem repatriar jogadores velhos e em fim de carreira a olhar com mais carinho para os atletas das categorias de base. Enquanto as bases não forem tratadas com o devido respeito, sem corrupção e sem a interferência malévola de empresários, as gerações de talentos do futebol brasileiro tendem a minguar, exatamente como esta de 2014. Com todo o respeito, o Brasil hoje tem uma seleção apenas mediana.

Um craque, dois ou três muito bons jogadores e os restantes, apenas coadjuvantes, jogadores medianos (para não dizer medíocres). Logo, o primeiro problema é, de fato, pé-de-obra. A safra não é boa. A geração é fraca. E a base não tem respaldo para revelar bons jogadores. Enquanto isso, os dirigentes contratam técnicos e jogadores estrangeiros. Os bons jogadores que surgem são logo levados a times internacionais e naturalizam-se para jogarem por outros países. A base não é protegida e nem desenvolvida. Presidentes de clubes são comprados (com dinheiro mesmo!) pelos empresários para liberarem com facilidade seus jovens talentos.

Ponto 2: Os técnicos do futebol nacional, tendo que assegurar seus empregos nos clubes, concordam com tudo o que os dirigentes delegam. Ou seja, são obrigados a ignorar as categorias de base, escalam jogadores de empresários e, por causa da pressão pelos resultados, ainda não desenvolvem nenhum esquema tático novo, ousado, inovador e destemido. Resultado: temos técnicos ultrapassados, que não fazem estágios na Europa (e quando fazem não trazem nenhum aprendizado), covardes pelo resultado, que confiam apenas no talento e no improviso dos jogadores, sem fazer um bom planejamento e um bom trabalho.

Ponto 3: na parte financeira, está o grande problema. O futebol hoje é negócio. O ESPORTE é completamente secundário. Os dirigentes são corruptos. TODOS eles. Ganham por fora. Amigo leitor, por que outra razão alguém ia querer ser presidente de um clube de futebol senão para ganhar alguma coisa? Teoricamente, os presidentes não são remuderados e os clubes não são entidades com fins lucrativos. Balela. TODOS roubam, desviam e levam sua parte.

Por isso, os dirigentes precisam mudar. Desde Marin e Del Nero até as presidências dos clubes e federações. As gestões não são profissionais, são amadoras. Os dirigentes remunerados e profissionais são engolidos pelos presidentes e seus sistemas corruptos. Nada podem fazer. O "esquema" é muito maior. Envolve grana pesada. E a falta de transparência nas publicações de baçanços e gestões estão aí para comprovar. E não adianta. Se estes cartolas são denunciados, compram políticos, polícia e judiciário para saírem ilesos. TODOS têm um preço. O que nós precisamos é conseguir reunir cidadão de bem, com ética e caráter para estarem à frente de cargos de importância. Pessoas que não se deixem corromper (será que existem?!).

Ponto 4: A mídia tem de tratar o esporte brasileiro com mais seriedade. A começar pelas simples transmissões na TV e em rádio que, em vez de circo, carecem de informação, de crítica, de gente e visão. A mídia também deve dar espaço à transmissão de outros esportes em emissoras abertas, incentivando e desenvolvendo como um todo o esporte nacional. Daqui dois anos teremos Olimpíadas no Brasil. Duvido que você, amigo leitor, consiga me apontar, de cabeça e sem consulta ao Google, 10 atletas de diferentes modalidades que vão disputar a competição. E depois iremos, todos patriotas, torcer para os atletas do Brasil em 2016, sendo que a mídia e os dirigentes deste país não movem uma palha para desenvolver o esporte como um todo.

Temos nossa culpa. Faltou à grande imprensa criticar a seleção quando merecia. Sem ufanismo. faltou falar do péssimo trabalho de treinamentos do Brasil. Mas não. Parece que muitos repórteres ficam deslumbrados em cobrir uma Copa, em ter algumas mordomias na hospedagem junto com a Seleção. E se esquecem de fazer um trabalho isento, imparcial, crítico.

Em resumo, as mudanças do futebol e do esporte brasileiro passam por TODOS nós. Os dirigentes têm de mudar a mentalidade, parar de roubar e fazer a parte deles. os técnicos precisam se reciclar, ousar, ignorar empresários, não terem medo de perder o emprego, inovar e não apenas jogar pelo resultado. Precisam revelar mais pé-de-obra.

Os jogadores também devem ter sua parcela de consciência, dar uma banana para alguns empresários do mal, ficarem no Brasil e defenderem os clubes que os formam para termos um futebol nacional forte.

E a imprensa deve sempre ser crítica, investigativa, denunciativa e divulgadora de todas as categorias do esporte nacional. É incompatível um ex-jogador famoso comentar jogos do Brasil e ser agenciador de imagem de vários jogadores do time. O circo e falta de seriedade precisam acabar. E também os maus jornalistas, que aceitam dinheiro para falar dem deste ou daquele jogador.

Ou mudamos tudo, desde as raízes, ou teremos de, cada vez mais, nos contentarmos em sermos quarta, quinta, sexta, sétima força do futebol mundial. Disse apenas do futebol, porque no esporte em geral, somos completamente subdesenvolvidos. Para melhorar essa força, ainda falta muita coisa. Um forte abraço.

“A gente colhe o que planta”.


 
É, meus caros, não adianta chover no molhado. Vir agora e criticar os 23 jogadores mais a comissão técnica não irá resolver absolutamente nada. Claro, que ambos  tem a sua parcela de culpa.
Mas, como diz o ditado popular, “a gente colhe o que planta”. E ontem o Brasil foi desorganizado dentro de campo, reflexo da sua desorganização fora das quatro linhas.
Creio que esse vexame histórico venha ser para um contexto em geral.  Além, dos 23 culpados, podemos englobar os dirigentes dos grandes clubes do Brasil. Que se enriquecem demais e pouco fazem para o futebol.
Hoje o futebol não revela atletas, mas sim, produtos. Produtos de exportação para o mercado Europeu, os atletas saem precocemente de seus clubes para que o mesmo possa fazer um caixa financeiro, assim, paga suas dividas altíssimas devido a má gestão de dirigentes.  
A mídia também tem sua parcela de culpa, faz de atletas celebridades. Agora recentemente, a mídia de forma em geral, deu muito mais ênfase ao corte de Neymar na Copa do que no momento em que a seleção vivia de semifinal de copa do mundo depois de 64 anos.
E detalhe, a grande mídia que paga bilhões nos direitos de transmissões  do futebol brasileiro, hoje é cobertor de luxo que cobre os erros de gestões do nosso futebol.
Não quero nesses quatro anos que vem por aí, ficar marginalizando e culpando alguém. Quero apenas cobrar no dia- a- dia quem está no poder.  Pois temos uma arma muito forte na comunicação para que novas ideias cheguem. Pessoas novas precisam entrar no poder e o futebol brasileiro necessita de modernização.
Rafael Jacobucci- o Faro da bola
 
 
                                                                                                                                                                                                                                                                                         

terça-feira, 8 de julho de 2014

Momento Copa: Choque de realidade!



É com muito pesar que escrevo esse texto  Porém essa derrota, aliás, essa lição histórica que o futebol brasileiro tomou traz à tona um verdadeiro choque de realidade. No meu íntimo, não  via o Brasil em condições de vencer a Alemanha. Ainda estava contido na crença pelo Brasil, mesmo após uma boa exibição diante da Colômbia, mas que passou as fases com dificuldades e sorte. Tinha a certeza de que a seleção alemã, apesar de pequenos momentos de deslize, verdadeiramente jogara uma Copa com muito brilho. Goleada da Alemanha dessa forma nem eu e nem ninguém esperava.
O vexame devastador de 7 à 1 foi muito pior que o Maracanazo de 1950. O brilho do verde e amarelo foi extinto impiedosamente. Essa tragédia marca como ponto final, o jogo e o ponto inicial fora dele, na camada dos que dirigem. É correto afirmar que assim como em 50, o futebol precisa ser reconstruído! Tomara que algo positivo nesse sentido aconteça.
No campo, a Alemanha mereceu a vitória com todos os méritos. Resultado de um futebol moderno, eficiente e organizado – consciente de todas as ações dentro de campo. Por outro lado, o Brasil passou na improvisação, na desconfiança e na força do craque Neymar que é acima da média.
No jogo, o Brasil entrou com o mesmo esquema tático e o mesmo comportamento instável de durante a Copa. O Brasil tomou o primeiro gol aos 11 minutos devido a uma falha de posicionamento básico para defender uma jogada aérea. E como em outras vezes durante a Copa, no segundo o gol, o Brasil perdeu a concentração e se abateu de vez, à partir dos 23 minutos. Daí, a sequência de gols foi inevitável. Uma apatia monumental!
As escolhas e o esquema merecem uma observação à parte. Com todo o respeito que Carlos Alberto Parreira e Luiz Felipe Scolari que fizeram pelo futebol brasileiro e todos os títulos conquistados. Até outro dia, esse comando técnico do Brasil conquistou, com méritos, a Copa das Confederações de 2013 e deu um toque de esperança após uma passagem negativa que o futebol brasileiro atravessou com o antecessor Mano Menezes. Mas nessa Copa, fica claro que o tempo passou para essas pessoas. O futebol brasileiro precisa de uma comissão técnica que tenha uma visão moderna e que encaixe da melhor maneira o futebol brasileiro nesse contexto. Não há mais espaço para improviso ou operação tapa-buraco. Aliás, a operação tapa-buraco funciona por um tempo. O futebol precisa de um asfaltamento.
 O trabalho precisa iniciar nas categorias de base. Uma nova filosofia precisa ser implantada, como a Espanha fez e atualmente a Alemanha faz. O futebol moderno exige uma filosofia com identidade. Trabalho, visão e planejamento de muitos anos.
Para que isso aí do parágrafo acima funcione, há necessidade imediata de renovação no quadro de dirigentes no nosso futebol, ao começar na suprema CBF. Chega de oba oba e de clube do bolinha! Precisamos de pessoas sérias, que pensem e enxerguem o nosso futebol com muito mais profissionalismo.

Vou repetir aqui um trecho que escrevi na rede social, durante o estado de goleada massacrante:

“O futebol brasileiro precisa ser repensado, de ponta à ponta. No futebol moderno não pode somente haver dependência do surgimento de alguns talentos. Time de futebol não se constrói com um Herói! Heroísmo é um pensamento ultrapassado. Para quem ainda acredita na supremacia do nosso futebol, esse jogo sintetiza bem os nossos problemas no futebol dos últimos anos."
Conclusão! Precisamos de maturidade. MUDANÇA URGENTE! Esse jogo escancarou bem os problemas com o nosso futebol nos últimos anos. Não é mera coincidência e tão pouco um evento isolado.
 
 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Momento Copa: A Copa do emotivo Brasil e da calculista Alemanha

Paulo Arnaldo A. Lima
São Paulo, 07/07/2014




A Alemanha, favorita desde o início da Copa está no caminho do Brasil, da mesma forma favorita antes, mas que durante a Copa teve o favoritismo fragilizado. Porém, o jogo contra a Colômbia no confronto das quartas convenceu de que a nossa seleção pode render dentro da expectativa e chega bem fortalecida diante da Alemanha. Sobre o revés de Neymar, comentarei mais ao final.
Os números de Brasil e Alemanha durante a Copa são bem similares. O Brasil venceu três vezes e empatou duas vezes. A Alemanha venceu quatro vezes (uma vitória na prorrogação) e empatou uma vez. Foram 10 gols marcados, 4 gols sofridos e 6 gols de saldo no lado do Brasil. Já Alemanha teve 10 gols marcados, 3 gols sofridos e 7 gols de saldo – apenas um gol de saldo à mais que o Brasil.  Ou seja, nos números, Brasil e Alemanha chegam bem equivalentes nessa semifinal.
Ambos os treinadores, Felipão e Joachim Löw, foram questionados por escolhas e desempenhos das respectivas seleções. Do lado brasileiro, a pressão foi muito forte! O apelo foi alto de que o time não tinha meio de campo e principalmente pelo desempenho abaixo individual de Paulinho, Daniel Alves, Fred e Oscar (esse em alguns jogos). Por outro lado, a Alemanha começou muito bem na estreia massacrante diante de Portugal. Mas quando a Alemanha empatou com Gana e passou por dificuldades na prorrogação pela Argélia, o esquema flex de Löw foi colocado em dúvida.
A outra coincidência foi na lateral direita de ambas as seleções. Pelo lado do Brasil, foi Daniel Alves que deixou o time tão vulnerável que facilmente era atacado nesse setor do campo pelos adversários. Os pedidos insistentes de uma substituição por Maicon foram atendidos nas quartas e a situação finalmente foi ajustada. Pelo lado da Alemanha, Mustafi foi o alvo de críticas, especialmente pela facilidade que a Argélia encontrou para atacar nesse setor. E com Philipp Lahm, o especialista da lateral direita, deslocado para outra função no meio de campo. “Felizmente” para Alemanha, Mustafi se contundiu, Lahm foi para a lateral e mais uma vez, ajustou a situação.
Porém, no geral o que diferenciou é que a Alemanha passou mais em alta com oscilações durante toda a Copa. Já o Brasil passou mais em baixa, mas nos momentos mais críticos Neymar resolveu a situação pelo lado do Brasil – exceto no último jogo, que o Brasil resolveu coletivamente.

Falando nisso! O Brasil perde justamente a sua maior força com a ausência de Neymar. Perde também o entrosado e impecável Thiago Silva. Porém, Dante ocupará essa vaga na zaga, sem grandes problemas. Já no caso do substituto de Neymar, as dúvidas seguem entre três volantes (Luis Gustavo, Fernandinho e Paulinho), William ou Bernard. Durante os treinamentos, parece que a opção pelo William foi a preferida pelo técnico brasileiro. Mistério!
A seleção nessa Copa já desenhou o enredo! Até aqui, Neymar jogou por todos, quando o Brasil passou por dificuldades durante a competição. Agora todos jogam por Neymar!
O estereótipo do futebol está confirmado mais uma vez nessa semifinal no combate entre: a calculista seleção alemã, símbolo de muita frieza dentro de campo e a emotiva seleção brasileira que terá o impulso extra dessa ausência de Neymar e a força do torcedor brasileiro vindo das arquibancadas. Quem vencerá? Nesse momento, o brasileiro está mais otimista!

sábado, 5 de julho de 2014

Fizemos o nosso melhor jogo nessa copa, sem precisar do brilho do nosso camisa 10.Por que não acreditar?


É, meus caros, ontem a seleção brasileira fez o seu melhor jogo na copa de 2014. Taticamente o Brasil foi perfeito dentro de campo. Preencheu espaços no meio-campo, soube marcar sob pressão a Colômbia. Fernandinho anulou James Rodrigues, e teve competência para sair jogando. 

Oscar fez pouco na criação, porém, se sacrificou na marcação foi um valente dentro de campo, cobrindo as descidas de Paulinho ao ataque.  Houve sim, uma evolução nesse time, o lado direito com a entrada de Maicon, ficou mais vulnerável. A experiência prevaleceu, o camisa 23 subiu com eficiência e marcou com competência.   

Agora, o técnico Luiz Felipe Scolari não pode mais insistir com o Fred no ataque. Literalmente o jogador do Fluminense não vive um bom momento nessa copa. Agora, que a seleção encontrou uma saída de bola rápida, é necessário um jogador veloz para fazer o falso 9, ter mais mobilidade na frente. Fred não é o “cara”.

Com a lesão, Neymar está fora da copa. É preocupante por que nosso principal astro não vai participar das finais. Mas, ontem o Brasil se classificou sem o grande brilho do camisa 10.

Contra Alemanha, o coletivo vai ter que falar mais alto. Se eu fosse Felipão não mudaria o meio-campo, podemos se classificar para final, desenvolvendo um bom futebol nesse setor.

Felipão vai ser  fundamental contra Alemanha , ele precisa mexer com emocional da equipe. E nesse aspecto é um dos melhores do mundo.  

De fato iremos  ter uma semifinal digna de copa, são 8 títulos mundiais em campo.  De um lado uma seleção que busca seu hexa e um mundial inédito conquistado em casa. Pelo outro lado uma seleção buscando o tetra e querendo uma revanche de 2002. É, meus caros, Haja coração!  

 

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Rafael Jacobucci – O Faro da bola.

 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Momento Copa: O confronto das superações


Paulo Arnaldo Lima
De São Paulo



Se aproxima o dia D para a seleção brasileira nessa Copa! Muito que provavelmente, a sexta-feira será a última oportunidade do Brasil apresentar um futebol classe A e conquistar essa vaga à semifinal de maneira convincente. Compreenda-se que esse futebol classe A não seja dependente apenas do futebol de Neymar .

O desfaio do Brasil é superar a Colômbia de futebol surpreendente, de qualidade e muita personalidade. A marcação terá que ser impecável, especialmente em James Rodríguez e Cuadrado. A vantagem é que o esquema tático da Colômbia é mais previsível que o esquema do Chile. Há uma possibilidade do Brasil "encaixar". E é fundamental arrumar esse meio de campo para as ações ofensivas! Espero que Felipão, nos poucos treinos realizado nessa semana, tenha conseguido encontrar as soluções.

Por outro lado, o desafio da Colômbia é superar o Brasil, time da casa e de camisa bem pesada. Apesar da personalidade demonstrada diante do Uruguai, esse quesito terá que dobrar durante o confronto pelas quartas de final. Quanto a forma de jogar, a Colômbia apenas terá que manter a fórmula que deu certo até o presente momento. Sem dúvida, a Colômbia joga a vida para avançar mais uma fase e conquistar uma inédita vaga na semifinal.

Por fim, está do lado do Brasil o maior desafio de superação. Não era para ser assim! Em outros tempos, a Colômbia chegaria nessa condição. Mas circunstâncias deixaram a seleção brasileira nessa situação. O Brasil terá que combater "os fantasmas" que ainda o perseguem, espantar a insegurança e neutralizar essa carga pesada de pressão. O caminho é resgatar o que o futebol brasileiro sempre fez muito bem dentro de campo ao longo de toda a sua rica história. De uma vez por todas, encarar como um benefício jogar em casa diante da torcida brasileira. Chegar com alegria, positiva e fortalecida para alcançar a semifinal diante da poderosa Alemanha ou França. Assim, esperamos! Força amarela não! Aqui é força verde e amarela!

domingo, 29 de junho de 2014

"Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa"


É, meus caros,  ontem (28) tínhamos todos os ingredientes que o torcedor brasileiro gosta para uma partida de Futebol.  Sábado ensolarado,  família reunida, churrascão, um bom samba de raiz e jogo da seleção brasileira de Copa no Mundo.

Inicio de tarde perfeita, aos 17 minutos David Luís marca seu primeiro gol com a amarelinha. Brasil, até então, era mais time que a seleção do Chile, mas tudo isso foi por água abaixo. Marcelo cobra mal o lateral no campo de defesa brasileiro, Hulck  devolve pior a bola, Chilenos roubam a bola e Sanches marca 1x1.

Daí em diante, nossa seleção se perdeu dentro de campo, bolas alçadas que virou sim, tradição desse time. Nosso Meio-campo assistia à partida, acho que Fernadinho e Oscar não sabiam o que estavam fazendo ali, não tinha caído a ficha do tamanho do jogo que eles presenciavam.

Aliás, eu fui uns daqueles que defendiam a entrada do Fernandinho no lugar do Paulinho nesse time, porém, o que o camisa 5 fez ontem? Absolutamente nada.

Neymar, anulado dentro de campo não apresentou um terço do que ele sabe, mas é  mérito  do adversário que soube marcar e bater também, diga-se de passagem.  

A seleção Brasileira  foi mau em todos os contextos , individualmente e principalmente no coletivo. Apenas em um aspecto a seleção foi bem ontem, a sorte jogou demais! Aos minutos finais da prorrogação a sorte brasileira entrou em cena, jogou a bola na trave no chute do chileno Gutierrez . 

E nas penalidades a sorte fez uma dobradinha perfeita com o competente goleiro Júlio Cesar, os dois classificaram o Brasil para  as quartas, calando a boca de muitos, inclusive a minha.

Final de jogo, a festa foi contagiante. Assim como a classificação foi conquistada,sofrida, do jeito que todo torcedor corinthiano gosta, do jeito que todo torcedor brasileiro aprendeu a gostar.

Mas como diz o nome do meu texto, “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.  Comemorei e me empolguei sim! Mas temos que ser realistas, foi um dos piores jogos realizados pela seleção brasileira. Totalmente desorganizada dentro de campo.

Não soube trabalhar com as bolas nos pés, insistiu demais nas jogadas nulas. Era “rifão” que não acabava mais. Felipão me decepcionou, não soube modificar  a forma do Brasil  jogar. Fez alterações obvias, não foi ousado. 

É preocupante, pois pegaremos a Colômbia na próxima fase.  Colômbia que eliminou a eficiente seleção do Uruguai.  A Colômbia do excelente  James Rodrígues,  o artilheiro da copa.

Outro clássico sul-americano pela frente. Será que o Brasil contará com a sorte novamente?

 

Rafael  Jacobucci – O Faro da Bola.

 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Brasil x Chile será um confronto atípico nessas oitvas de finais.


É, meus caros, chegou as oitavas de finais e a nossa seleção Brasileira enfrentará o Chile.

Por mais que a seleção Chilena seja o nosso freguês, essa partida não será nada fácil para nós.

O Brasil irá enfrentar sérios problemas, principalmente na marcação imposta pelo adversário.  O time de Sampaoli tem uma defesa sólida, uma saída rápida no meio-campo. Em entrevista coletiva, o técnico Luís Felipe Scolari teme o Chile e  não é para menos.

O time sul-americano  foi o segundo colocado do grupo B, desbancando o atual campeão do mundo,   a Espanha. 

A Seleção Brasileira chega nas oitavas de finais em processo de ajustes, inclusive no meio-campo.  A vitória contra Camarões colocou uma interrogação gigante na cabeça do treinador brasileiro. Continuar com Paulinho ou dar a oportunidade no eficiente Fernandinho?

Se analisarmos a partida de modo em geral, vamos perceber que na primeira etapa, o Brasil explorou demais as jogadas de ligações diretas, deixando um buraco no meio-campo brasileiro. Contra partida, na segunda etapa com a entrada do Fernandinho no Lugar de Paulinho, houve mais dinâmica naquele setor, mais aproximação dos volantes com os homens de frente, resultado foi o quarto gol brasileiro marcado pelo camisa 5.

Já o Chile, tem um time pronto e mais ajustado. Sabe explorar as laterais do campo, usando a velocidade de Vargas e Sanches, o falso nove chileno. Detalhe, as laterais são os principais pontos negativos  do Brasil. Marcelo e Daniel Alves deixam uma avenida em seus setores.

Com certeza será uma grande partida nesse sábado (28) no estádio do Mineirão.  O Brasil não encontra a mesma facilidade que encontrou em 62, 98 e 2010. Será um jogo atípico. Mas vencendo a ótima seleção chilena, chegará com uma  baita moral nas quartas de finais.

 

Rafael Jacobucci- O Faro da Bola.

 

Na edição 210, Esporte na Rede analisou a Copa do Mundo

O Esporte na Rede de ontem (24/07/2014) falou sobre Copa do Mundo, a competição de futebol de seleções mais importante do mundo. Analisamos os grupos e o futebol apresentado pela Seleção Brasileira.

Também analisamos o confronto das oitavas de final entre Brasil e Chile, que acontece no próximo sábado. Ainda teve Quiz da Copa, Copa & Cozinha na Rede e tudo sobre o GP da Áustria de Fórmula-1, vencido mais uma vez pelo Alemão Nico Rosberg.

O programa Esporte na Rede é exibido pela emissora web UPTV (www.uptv.com.br). Vai ao ar toda terça-feira, AO VIVO, a partir de 20h.

Tem uma hora de duração e recebe muitos convidados do mundo esportivo. Foca na análise esportiva inteligente e bem-feita, com a participação do internauta em tempo real. A interatividade é nosso diferencial. Mais informações: www.esportenarede.org. Confira abaixo as fotos e o vídeo da atração. Esporte na Rede, análise esportiva de qualidade! Um forte abraço.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=6DdaeMSWlZc