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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Não adianta trocar a coleira se o cachorro é o mesmo !


É, meus caros, sobrou para geral depois da vexatória campanha da seleção brasileira na copa de 2014. Após  as saídas  de Felipão , Carlos Alberto Parreira e sua comissão técnica, chegou a vez de Rodrigo Paiva  diretor de Comunicações da CBF deixar a assessoria, após 12 anos há frente do cargo.

Parece que a reciclagem começou a ser iniciada. É notório que o futebol brasileiro necessita de reformulações, agora, não adianta trocar A ou B se quem está á frente do poder é incompetente. Marin ficará no comando da CBF até o final de 2014, depois assumi seu Vice (eleito) Marco Pollo Del Nero no início de 2015.

Na minha opinião,  Del Nero não tem condições de ser presidente da CBF  e muito menos ser o cabeça pensante no processo de reformulação do futebol brasileiro durante esses 4 anos.

O atual presidente eleito, assumiu a presidência da Federação Paulista  em 2003 e foi reeleito em 2010. Em 2012, ele substituiu Ricardo Teixeira, no Comitê Executivo da FIFA. Aliás, o dirigente acabou com os times do Interior Paulista. Formulou o Campeonato Estadual  para beneficiar uma possível classificação dos quatro grandes do Estado para a fase seguinte.
Financeiramente os times do interior estão falidos. Muitos deles estão sem calendário para esse segundo semestre, fruto da má gestão de Del Nero.

Com a entrada de Marco Pollo, a CBF não troca de cachorro, mas sim de coleira. Teremos anos drásticos para o nosso futebol. Não adianta querer modernizar se, não temos dirigentes modernos. Estamos ainda retrocedendo para o passado.  Cabe a nós da imprensa  ficarmos no pé, criticar no que for preciso e elogiar quando for necessário, só assim iremos poder contribuir um pouco para a possível mudança no futebol brasileiro.
 
Rafael Jacobucci- O Faro da Bola





 

 

sábado, 19 de abril de 2014

Tudo acontece com a Portuguesa!



Bem, meus caros, mal começa o Campeonato Brasileiro da série B e já temos uma forte polêmica.

Ontem, pela primeira rodada da competição, a Portuguesa enfrentou o Joinville fora de casa, em Santa Catarina. A partida durou apenas 17 minutos devido a uma liminar que colocava a Lusa de volta à série A do Campeonato Nacional.

Liminar que foi concedida pela juíza Adaísa Bernardi Isaac Halpern, da 3 Vara Cível, do Foro Regional da Penha, em São Paulo.

O Mais curioso é que, na última quinta–feira (17), a diretoria da Portuguesa pediu o adiamento da partida, porém não houve resposta por parte da CBF. O vice–presidente da Lusa, Orlando Cordeiro de Barros, Alertou o presidente Ilídio Lico, para que o clube não entrasse em campo nesta primeira rodada. Com medo de acontecer um WO, o dirigente máximo da Lusa não acatou a sugestão do departamento jurídico e levou seu time a campo.

Com a decisão, Orlando Cordeiro pediu demissão de seu cargo. Quem entrou em uma “saia justa” foi o técnico Argel. Após pedir que seu time se retirasse de campo, o comandante deu explicações, dizendo que estava apenas acatando o documento e o comunicado da Lusa.

“Sou apenas um funcionário, estou seguindo a norma do meu presidente”.

Após a partida, a CBF publicou uma nota oficial em seu site oficial (http://www.cbf.com.br/Notícias/2014/04/18/Comunicado%20oficial%20da%20CBF%20sobre%20o%20jogo%20Joinville%20x%20Portuguesa).

O STJD também se pronunciou através de seu representante, Paulo Schimitt.

“Há uma decisão do Superior Tribunal de Justiça que diz que o tribunal competente para julgar as ações deste caso é o do Rio de Janeiro. E, no Rio, está determinado que se cumpra a decisão do STJD. Portanto, essa liminar de São Paulo não existe” - disse .

Schimitt comentou também sobre uma possível punição para a Portuguesa.

“A Portuguesa jamais poderia ter deixado o campo como fez. Ela corre riscos. No Código Brasileiro de Justiça Desportiva, as penas variam entre multa, perda de pontos, que iriam para o adversário e exclusão da competição.”

Agora, o mais engraçado, é que no último dia 11, o presidente Lico, entregou os pontos. Em uma entrevista por telefone para o globoesporte.com, Lico afirmou que a Lusa disputaria a série B.

Vamos aguardar o desfecho porque, em se tratando de organização, nosso futebol é uma caixinha de surpresa!

Rafael Jacobucci – Faro da Bola

quinta-feira, 27 de março de 2014

Esporte na Rede falou sobre direito desportivo e caso Lusa

O Esporte na Rede da última terça-feira (25/03/2014) falou sobre Libertadores! Falamos da rodada do meio de semana e dos jogos envolvendo as equipes brasileiras. Também falamos de Campeonato Paulista, que chega à sua reta final, com jogos decisivos! Quem passa para as semifinais?

E ainda, um bate-papo sobre direito desportivo. No estúdio, a presença de Edivaldo Mendes da Silva, o "Barão", que conversou com a gente e esclareceu alguns pontos importantes no caso envolvendo Portuguesa, CBF, Fluminense e o STJD.

O programa Esporte na Rede é exibido pela emissora web UPTV (www.uptv.com.br). Vai ao ar toda terça-feira, AO VIVO, a partir de 20h. Tem uma hora de duração e recebe muitos convidados do mundo esportivo.

Foca na análise esportiva inteligente e bem-feita, com a participação do internauta em tempo real. A interatividade é nosso diferencial. Mais informações: www.esportenarede.org. Confira abaixo o vídeo e as fotos dos bastidores. Esporte na Rede, análise esportiva de qualidade! Um forte abraço.




























quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Por que não ir mais além?



O Sindicato dos Atletas e o Bom Senso FC podem paralisar o Campeonato Paulista. Em parceria, ambos procuram, conforme a lei, uma maneira de legitimar o manifesto, devido ao ato de vandalismo que ocorreu no ultimo sábado no CT Joaquim Grava.
 
Concordo plenamente com o ato, porém iria mais além, por que não protestar contra a violência de forma geral? Pois hoje é de fato um problema social! Creio que  os jogadores têm esse poder de reivindicar uma legislação melhor contra a violência.  Precisamos ter leis efetivas para punir e banir  esses “vândalos” do nosso futebol.  

Repito, é necessário ter uma união forte dos clubes e da mídia esportiva. Não deve existir meio termo nesta causa.
Agora, o governo e o ministro do esporte têm o dever de se pronunciar e ter uma opinião formada sobre o episódio. Ambos não podem se esconder atrás da mediocridade de seus gabinetes. Da mesma forma que penso também em relação à  Federação Paulista de Futebol e a CBF, que estão omissas demais pela gravidade do caso.

Os egos têm que ser deixados de lado. Perdemos o controle da situação. É necessário existir uma renovação de gestão, e a hora é propícia para iniciarmos essa caminhada. 

Rafael Jacobucci – O Faro da Bola

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Os estaduais deveriam virar copas


Hoje, em minha coluna, vou dialogar e debater com meu amigo pessoal e comentarista do programa Esporte na Rede, Alexandre Aníbal, sobre sua publicação neste blog, na última terça-feira. Aníbal defende que os estaduais não sejam extintos e sim reformulados.

Não sou radical e vou tentar expor aqui meu raciocínio da maneira mais clara possível. A média de público do Campeonato Paulista, o mais bem organizado (não com a melhor fórmula) estadual do país é de pífios 5.722 espectadores (número da primeira fase). O que prova que, no Brasil, os torneios regionais são péssimos para os grandes clubes. Servem apenas a times que não têm grande projeção nacional e que conseguem levar público aos estádios, como mostrou a Copa do Nordeste.

Não defendo a extinção dos estaduais, mas sim mudança em seus participantes. Numa posição mais dura, acredito que esse tipo de competição deveria ser disputada apenas por clubes que não integram nenhuma série do Campeonato Brasileiro.

Raciocine comigo, amigo leitor. Este ano, o Brasileirão terminará na segunda semana de dezembro. Por lei, todos os trabalhadores têm direito a 30 dias de férias por ano. Se isso for cumprido à risca, os jogadores voltariam a treinar na terceira semana de janeiro de 2014. O Paulistão, por exemplo, começa justamente na terceira semana de janeiro (para atender grade de programação da TV - leia-se, Rede Globo).

Ou seja, os jogadores medalhões e titulares não teriam tempo sequer para treinar. Para um jogador que volta das férias entrar em forma, é necessário, pelo menos (no mínimo!!!) um mês só de exames, alimentação adequada e treinamentos.

Assim, os estaduais tornam-se gigantes elefantes brancos para os clubes tradicionais, que os utilizam como laboratórios para testar jogadores, técnicos e esquemas táticos. Muitas vezes, quando um grande clube vai ao interior, em vez de levar os craques como grande atrativo para os torcedores, leva uma equipe reserva. Por isso, uma média de público tão pífia.

Isso sem falar quando algum clube disputa a Pré-Libertadores e relega o estadual ao milionésimo plano de importância para o ano. Hoje, ganhar estadual é como beijar mulher feia na balada. Você ganha um título, mas não vale de nada. Nem dá pra tirar sarro da cara dos amigos que torcem para o rival. Hoje, o Paulistão é visto como paulistinha. Os próprios torcedores não comemoram conquistas estaduais.

Num mundo perfeito, os clubes envolvidos em quaquer série do Brasileirão, para mim, deveriam disputar apenas o nacional, que deveria ser reformulado, com datas mais esparsadas (para poder parar quando houver data Fifa ou jogos da Seleção) e durar o ano inteiro, mantendo todos estes clubes que o disputam em atividade. São 100 clubes no total: 20 nas séries A, B e C e 40 na série D.

Porém, a CBF não faz Brasileirões com turno e returno em todas as séries com a desculpa de não ter dinheiro para organizar isso. Assim, regionaliza grupos e fim de papo. A verdade é que os dirigentes da CBF deveriam deixar de encher os próprios bolsos e canalizar os recursos para todas as séries do campeonato nacional. Mas, pelo visto, a CBF só pensa em arrecadar mais e mais com amistosos caça-níqueis da Seleção enquanto relega os nacionais às moscas.

Se estes clubes a que me referi disputassem somente o nacional, os estaduais continuariam existindo, porém para os outros times. Dessa forma, os estaduais poderiam ser até mais longos, com mais equipes, pois não interfeririam no calendário nacional já que os clubes disputariam competições diferentes.

Mas, a realidade é dura, amigo. E como sei que essa utopia jamais vai acontecer, defendo outra fórmula para os regionais. Vinte e três datas para os estaduais é algo muito inviável. Sugiro que tais torneios virem copas.

O Paulista poderia ter 24 clubes, divididos em 6 grupos com 4 times em cada. Jogariam em turno e returno dentro dos grupos (6 jogos). Os 2 melhores de cada grupo avançariam à próxima fase e mais 4 terceiros lugares por índice técnico (16 equipes). Aí teríamos oitavas-de-final, quartas, semi e final em ida e volta (total de 14 datas, 9 a menos que no Paulistão atual, o que representa um mês e meio a menos de jogos). Os 8 times que sobraram na primeira fase fariam um octogonal para decidir os rebaixados em turno único (7 datas, total de 13 jogos disputados por estas equipes).

Uma fórmula justa, mais simples e compacta, mais condizente com a realidade atual do calendário do futebol brasileiro. O que acharam, amigos leitores e senhor Aníbal? Essa é minha proposta. Um forte abraço.

Leandro Martins

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

As Coisas Belas (e não tão belas) do Futebol


Salve, salve, amigo e amiga do Esporte na Rede!

Agora temos mais uma via de comunicação e troca de idéias. É isso mesmo. Sua participação é importantíssima para nós. Aproveite a era da democracia da informação e da comunicação, mas sempre na base da educação e respeito mútuos, naturalmente.

Bem, gostaria de iniciar minha participação no blog falando um pouco de alguns assuntos que tivemos desde de domingo até hoje, 1º de dezembro. 

A torcida do Vasco da Gama deve ficar muito orgulhosa de seu time. Como dizia o outro: "Nunca na história dos  campeonatos deste país, um time se entregou de corpo e alma em TODAS a competições em que esteve envolvido!" Demais!

Sobre o último jogo, eu particularmente fiquei emocionado vendo o jovem Bernardo chorar após seu gol no finalzinho da partida.

Acho que isto merece uma reflexão. Nestes dias em que o tal futebol moderno ensina que ser jogador profissional é tornar-se mercenário (vide o caso de Kléber), e ter total desapego ao clube que lhe paga um polpudo salário, lágrimas após um gol se tornam destaque. Temos muitos jogadores que apesar de representarem um time de futebol não 'vestem a camisa'. Não é irônico?

Muita coisa deve ter passado na cabeça de Bernardo. A necessidade do gol para continuar com chaces de ser campeão, o baque que o grupo sofreu com o problema de Ricardo Gomes, até fatos de sua infância como revelou ao repórter da SporTV no fim do jogo. O diálogo foi assim: 

Repórter: "Você é um iluminado, Bernardo?"
Bernardo: " Minha avó sempre dizia isso..." (dá um suspiro e se emociona novamente)
Repórter: "Pode chorar, é emoção boa!"  

E Bernardo vai para os braços da massa, emocionado e declarando amor aos cruzmaltinos. Muitos podem dizer que é demagogia. Pode ser. Do ser humano pode se esperar tudo, mas prefiro acreditar que naquele instante, Bernardo foi autêntico. Foi tomado pelo sentimento daqueles que atingiram algo que para muitos seria impossível. 

Foi tomado pelo sentimento que todo atleta, todo esportista deve ter: que nada é impossível! O esporte é maravilhoso por isso. Feitos incríveis, que homens comuns não podem nem ao menos imaginar, são atingidos por estes homens e mulheres diferentes. Naquele instante, deve ter ouvido a voz da avó que lhe dizia: " Você é um iluminado, meu filho!" 

Muitos de nós provavelmente ouvimos algo semelhante também ou dos avós, dos pais ou qualquer um que nos queria bem. A diferença é que alguns, como Bernardo, acreditaram. Viva o esporte! Viva o futebol!

Mas ao mesmo tempo em que damos um salve ao esporte bretão dentro das quatro linhas, devemos também estar atentos ao que acontece fora. Especificamente no principado da CBF. Ricardo 'Palpatine' Teixeira não será mais presidente do COL (Comitê Organizador Local do Mundial) passando o bastão para Ronaldo. O anúncio oficial deve acontecer hoje por volta das 11h no Rio de Janeiro.

Não se questiona a competência de Ronaldo. O apelido 'Fenômeno' não serve apenas por tudo que fez como jogador de futebol, mas também pelo que faz fora dele. É um grande homem de negócios, um competente administrador. Então, quais são os poréns? 

Acho que temos algumas perguntas: Por que Ricardo Teixeira está fazendo tal mudança? Qual o interesse nisto? Será um sinal de seu enfraquecimento perante a FIFA e perante o governo federal, agora com a presidente Dilma à frente? Ronaldo terá autonomia? 

E ainda sobre Ronaldo: o fato de ter uma empresa que gerencia a imagem de jogadores através de patrocínios de grandes marcas, a 9ine, não irá gerar um conflito de interesses? Isso sem falar da nomeação de Andrés Sanchez como responsável pelas categorias de base da seleção na pior hora possível. Teixeira parece estar se recolhendo aos poucos. Será? Nããão! Bom demais para ser verdade.

Tudo é muito estranho. Não dá para ter outro sentimento quando se trata de CBF e quem está próximo, acaba levando a fama também mesmo que não tenha culpa.

E você? O que pensa disso tudo? A voz é minha, mas a palavra agora é sua!

Um grande abraço!