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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Reformulação com o Novo velho Dunga


É, meus caros, começou a era Dunga na Seleção Brasileira. Contradizendo a própria a CBF que demitiu o treinador após a copa de 2010 e que hoje o traz de volta para a Copa de 2018.

Acredito no trabalho de Dunga, capacidade ele tem, demonstrou na sua primeira passagem. Mas, na minha visão, seu retorno não é fruto do seu ótimo trabalho, mas sim, pela blindagem  que o treinador fará para Marin e Del Nero que não têm peito para aguentar a pressão da torcida e imprensa.

É óbvio que os números do Dunga na seleção são bons, o tetra campeão do mundo ganhou tudo à frente da amarelinha, exceto o mundial. Porém, foi eliminado diante da vice-campeã Holanda nas quartas de final, por erros individuais.

A má relação com a imprensa também prejudicou a primeira passagem de Dunga na seleção, o próprio treinador reconhece isso. Pode ter certeza, que teremos um Xerifão mais maleável com a mídia.

Agora, taticamente, teremos uma grande interrogação. O técnico gaúcho, depois que saiu da seleção, apenas trabalhou seis meses no comando técnico do Internacional, conquistou o campeonato gaúcho é verdade, mas, ficou muito tempo fora do futebol.

Dunga prioriza demais o coletivo em suas equipes, gosta de usar uma marcação forte com uma boa saída rápida ao ataque, foi o que vimos nessa copa de 2014.

Na coletiva, achei um ponto interessante que Dunga destacou, o importante é com quantos jogadores chegamos até o ataque e não congestionar o campo com jogadores ofensivos.

E veremos isso na seleção, creio que não iremos fugir desse padrão, e a base da copa de 2014 será mantida. O próximo compromisso da Seleção é em setembro, dia 5, diante da Colômbia, vamos aguardar para ver como será a nova Seleção do velho Dunga. 


Rafael Jacobucci - O Faro da Bola



quarta-feira, 16 de julho de 2014

Não adianta trocar a coleira se o cachorro é o mesmo !


É, meus caros, sobrou para geral depois da vexatória campanha da seleção brasileira na copa de 2014. Após  as saídas  de Felipão , Carlos Alberto Parreira e sua comissão técnica, chegou a vez de Rodrigo Paiva  diretor de Comunicações da CBF deixar a assessoria, após 12 anos há frente do cargo.

Parece que a reciclagem começou a ser iniciada. É notório que o futebol brasileiro necessita de reformulações, agora, não adianta trocar A ou B se quem está á frente do poder é incompetente. Marin ficará no comando da CBF até o final de 2014, depois assumi seu Vice (eleito) Marco Pollo Del Nero no início de 2015.

Na minha opinião,  Del Nero não tem condições de ser presidente da CBF  e muito menos ser o cabeça pensante no processo de reformulação do futebol brasileiro durante esses 4 anos.

O atual presidente eleito, assumiu a presidência da Federação Paulista  em 2003 e foi reeleito em 2010. Em 2012, ele substituiu Ricardo Teixeira, no Comitê Executivo da FIFA. Aliás, o dirigente acabou com os times do Interior Paulista. Formulou o Campeonato Estadual  para beneficiar uma possível classificação dos quatro grandes do Estado para a fase seguinte.
Financeiramente os times do interior estão falidos. Muitos deles estão sem calendário para esse segundo semestre, fruto da má gestão de Del Nero.

Com a entrada de Marco Pollo, a CBF não troca de cachorro, mas sim de coleira. Teremos anos drásticos para o nosso futebol. Não adianta querer modernizar se, não temos dirigentes modernos. Estamos ainda retrocedendo para o passado.  Cabe a nós da imprensa  ficarmos no pé, criticar no que for preciso e elogiar quando for necessário, só assim iremos poder contribuir um pouco para a possível mudança no futebol brasileiro.
 
Rafael Jacobucci- O Faro da Bola





 

 

Esporte na Rede fala sobre novas tecnologias como apoio às mídias tradicionais

O Esporte na Rede de ontem (15/07/2014) falou sobre a reformulação da Seleção Brasileira, com a análise dos nossos comentaristas. Também tivemos a última edição do Quiz da Copa e do Copa & Cozinha na Rede, que mostrou como fazer um delicioso Bolinho de Feijoada.

No estúdio, um bate-papo com Thiago Andrade, Coordenador de Produto da ESPN e Henrique Munhos, editor do ESPN Sync. Falamos sobre os aplicativos que a ESPN trabalhou nesta Copa do Mundo e falamos sobre a mídia tradicional com o apoio das novas tecnologias.

O programa Esporte na Rede é exibido pela emissora web UPTV (www.uptv.com.br). Vai ao ar toda terça-feira, AO VIVO, a partir de 20h. Tem uma hora de duração e recebe muitos convidados do mundo esportivo.

Foca na análise esportiva inteligente e bem-feita, com a participação do internauta em tempo real. A interatividade é nosso diferencial. Mais informações: www.esportenarede.org. Confira abaixo as fotos e o vídeo da atração. Esporte na Rede, análise esportiva de qualidade! Um forte abraço.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=DD3st9v_I5w
 




























quarta-feira, 9 de julho de 2014

A reformulação do futebol brasileiro passa por TODOS nós


Depois da acachapante derrota da Seleção Brasileira por 7 a 1 contra a Alemanha, é hora de colocarmos o cérebro para funcionar e fazermos um grande debate sobre o futebol brasileiro, com novas ideias e novos métodos que possam efetivamente contribuir para a evolução do esporte bretão em solo tupiniquim.

Como sempre faço, não gosto de me pronunciar na hora que a coisa acontece. Prefiro esfriar a cabeça, deixar a poeira baixar, esperar para ouvir o que os colegas da mídia estão dizendo para, só então, formar minha opinião a respeito dos temas polêmicos envolvendo o esporte brasileiro, em especial, o futebol.

Depois de ler e ouvir muita coisa, gostaria de sugerir alguns pontos para que as pessoas que gostam de esporte neste país possam levar aos debates que forem realizar. Falo para TODOS: sejam ntegrantes das cúpulas de dirigentes de times e da Seleção Brasileira, sejam simples torcedores nas mesas de bar.

Ponto 1: Já disse, várias vezes, no programa Esporte na Rede, que apresento toda terça-feira, ao vivo, na UPTV, que o futebol brasileiro carece de mudanças vitais, estruturais. E isso envolve questões técnicas, táticas e, principalmente, financeiras, nas quais estão presentes o negócio, a vantagem e a corrupção.

Vou começar pela parte futebolística. Os dirigentes dos times deste país preferem repatriar jogadores velhos e em fim de carreira a olhar com mais carinho para os atletas das categorias de base. Enquanto as bases não forem tratadas com o devido respeito, sem corrupção e sem a interferência malévola de empresários, as gerações de talentos do futebol brasileiro tendem a minguar, exatamente como esta de 2014. Com todo o respeito, o Brasil hoje tem uma seleção apenas mediana.

Um craque, dois ou três muito bons jogadores e os restantes, apenas coadjuvantes, jogadores medianos (para não dizer medíocres). Logo, o primeiro problema é, de fato, pé-de-obra. A safra não é boa. A geração é fraca. E a base não tem respaldo para revelar bons jogadores. Enquanto isso, os dirigentes contratam técnicos e jogadores estrangeiros. Os bons jogadores que surgem são logo levados a times internacionais e naturalizam-se para jogarem por outros países. A base não é protegida e nem desenvolvida. Presidentes de clubes são comprados (com dinheiro mesmo!) pelos empresários para liberarem com facilidade seus jovens talentos.

Ponto 2: Os técnicos do futebol nacional, tendo que assegurar seus empregos nos clubes, concordam com tudo o que os dirigentes delegam. Ou seja, são obrigados a ignorar as categorias de base, escalam jogadores de empresários e, por causa da pressão pelos resultados, ainda não desenvolvem nenhum esquema tático novo, ousado, inovador e destemido. Resultado: temos técnicos ultrapassados, que não fazem estágios na Europa (e quando fazem não trazem nenhum aprendizado), covardes pelo resultado, que confiam apenas no talento e no improviso dos jogadores, sem fazer um bom planejamento e um bom trabalho.

Ponto 3: na parte financeira, está o grande problema. O futebol hoje é negócio. O ESPORTE é completamente secundário. Os dirigentes são corruptos. TODOS eles. Ganham por fora. Amigo leitor, por que outra razão alguém ia querer ser presidente de um clube de futebol senão para ganhar alguma coisa? Teoricamente, os presidentes não são remuderados e os clubes não são entidades com fins lucrativos. Balela. TODOS roubam, desviam e levam sua parte.

Por isso, os dirigentes precisam mudar. Desde Marin e Del Nero até as presidências dos clubes e federações. As gestões não são profissionais, são amadoras. Os dirigentes remunerados e profissionais são engolidos pelos presidentes e seus sistemas corruptos. Nada podem fazer. O "esquema" é muito maior. Envolve grana pesada. E a falta de transparência nas publicações de baçanços e gestões estão aí para comprovar. E não adianta. Se estes cartolas são denunciados, compram políticos, polícia e judiciário para saírem ilesos. TODOS têm um preço. O que nós precisamos é conseguir reunir cidadão de bem, com ética e caráter para estarem à frente de cargos de importância. Pessoas que não se deixem corromper (será que existem?!).

Ponto 4: A mídia tem de tratar o esporte brasileiro com mais seriedade. A começar pelas simples transmissões na TV e em rádio que, em vez de circo, carecem de informação, de crítica, de gente e visão. A mídia também deve dar espaço à transmissão de outros esportes em emissoras abertas, incentivando e desenvolvendo como um todo o esporte nacional. Daqui dois anos teremos Olimpíadas no Brasil. Duvido que você, amigo leitor, consiga me apontar, de cabeça e sem consulta ao Google, 10 atletas de diferentes modalidades que vão disputar a competição. E depois iremos, todos patriotas, torcer para os atletas do Brasil em 2016, sendo que a mídia e os dirigentes deste país não movem uma palha para desenvolver o esporte como um todo.

Temos nossa culpa. Faltou à grande imprensa criticar a seleção quando merecia. Sem ufanismo. faltou falar do péssimo trabalho de treinamentos do Brasil. Mas não. Parece que muitos repórteres ficam deslumbrados em cobrir uma Copa, em ter algumas mordomias na hospedagem junto com a Seleção. E se esquecem de fazer um trabalho isento, imparcial, crítico.

Em resumo, as mudanças do futebol e do esporte brasileiro passam por TODOS nós. Os dirigentes têm de mudar a mentalidade, parar de roubar e fazer a parte deles. os técnicos precisam se reciclar, ousar, ignorar empresários, não terem medo de perder o emprego, inovar e não apenas jogar pelo resultado. Precisam revelar mais pé-de-obra.

Os jogadores também devem ter sua parcela de consciência, dar uma banana para alguns empresários do mal, ficarem no Brasil e defenderem os clubes que os formam para termos um futebol nacional forte.

E a imprensa deve sempre ser crítica, investigativa, denunciativa e divulgadora de todas as categorias do esporte nacional. É incompatível um ex-jogador famoso comentar jogos do Brasil e ser agenciador de imagem de vários jogadores do time. O circo e falta de seriedade precisam acabar. E também os maus jornalistas, que aceitam dinheiro para falar dem deste ou daquele jogador.

Ou mudamos tudo, desde as raízes, ou teremos de, cada vez mais, nos contentarmos em sermos quarta, quinta, sexta, sétima força do futebol mundial. Disse apenas do futebol, porque no esporte em geral, somos completamente subdesenvolvidos. Para melhorar essa força, ainda falta muita coisa. Um forte abraço.