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quarta-feira, 9 de julho de 2014
A reformulação do futebol brasileiro passa por TODOS nós
Depois da acachapante derrota da Seleção Brasileira por 7 a 1 contra a Alemanha, é hora de colocarmos o cérebro para funcionar e fazermos um grande debate sobre o futebol brasileiro, com novas ideias e novos métodos que possam efetivamente contribuir para a evolução do esporte bretão em solo tupiniquim.
Como sempre faço, não gosto de me pronunciar na hora que a coisa acontece. Prefiro esfriar a cabeça, deixar a poeira baixar, esperar para ouvir o que os colegas da mídia estão dizendo para, só então, formar minha opinião a respeito dos temas polêmicos envolvendo o esporte brasileiro, em especial, o futebol.
Depois de ler e ouvir muita coisa, gostaria de sugerir alguns pontos para que as pessoas que gostam de esporte neste país possam levar aos debates que forem realizar. Falo para TODOS: sejam ntegrantes das cúpulas de dirigentes de times e da Seleção Brasileira, sejam simples torcedores nas mesas de bar.
Ponto 1: Já disse, várias vezes, no programa Esporte na Rede, que apresento toda terça-feira, ao vivo, na UPTV, que o futebol brasileiro carece de mudanças vitais, estruturais. E isso envolve questões técnicas, táticas e, principalmente, financeiras, nas quais estão presentes o negócio, a vantagem e a corrupção.
Vou começar pela parte futebolística. Os dirigentes dos times deste país preferem repatriar jogadores velhos e em fim de carreira a olhar com mais carinho para os atletas das categorias de base. Enquanto as bases não forem tratadas com o devido respeito, sem corrupção e sem a interferência malévola de empresários, as gerações de talentos do futebol brasileiro tendem a minguar, exatamente como esta de 2014. Com todo o respeito, o Brasil hoje tem uma seleção apenas mediana.
Um craque, dois ou três muito bons jogadores e os restantes, apenas coadjuvantes, jogadores medianos (para não dizer medíocres). Logo, o primeiro problema é, de fato, pé-de-obra. A safra não é boa. A geração é fraca. E a base não tem respaldo para revelar bons jogadores. Enquanto isso, os dirigentes contratam técnicos e jogadores estrangeiros. Os bons jogadores que surgem são logo levados a times internacionais e naturalizam-se para jogarem por outros países. A base não é protegida e nem desenvolvida. Presidentes de clubes são comprados (com dinheiro mesmo!) pelos empresários para liberarem com facilidade seus jovens talentos.
Ponto 2: Os técnicos do futebol nacional, tendo que assegurar seus empregos nos clubes, concordam com tudo o que os dirigentes delegam. Ou seja, são obrigados a ignorar as categorias de base, escalam jogadores de empresários e, por causa da pressão pelos resultados, ainda não desenvolvem nenhum esquema tático novo, ousado, inovador e destemido. Resultado: temos técnicos ultrapassados, que não fazem estágios na Europa (e quando fazem não trazem nenhum aprendizado), covardes pelo resultado, que confiam apenas no talento e no improviso dos jogadores, sem fazer um bom planejamento e um bom trabalho.
Ponto 3: na parte financeira, está o grande problema. O futebol hoje é negócio. O ESPORTE é completamente secundário. Os dirigentes são corruptos. TODOS eles. Ganham por fora. Amigo leitor, por que outra razão alguém ia querer ser presidente de um clube de futebol senão para ganhar alguma coisa? Teoricamente, os presidentes não são remuderados e os clubes não são entidades com fins lucrativos. Balela. TODOS roubam, desviam e levam sua parte.
Por isso, os dirigentes precisam mudar. Desde Marin e Del Nero até as presidências dos clubes e federações. As gestões não são profissionais, são amadoras. Os dirigentes remunerados e profissionais são engolidos pelos presidentes e seus sistemas corruptos. Nada podem fazer. O "esquema" é muito maior. Envolve grana pesada. E a falta de transparência nas publicações de baçanços e gestões estão aí para comprovar. E não adianta. Se estes cartolas são denunciados, compram políticos, polícia e judiciário para saírem ilesos. TODOS têm um preço. O que nós precisamos é conseguir reunir cidadão de bem, com ética e caráter para estarem à frente de cargos de importância. Pessoas que não se deixem corromper (será que existem?!).
Ponto 4: A mídia tem de tratar o esporte brasileiro com mais seriedade. A começar pelas simples transmissões na TV e em rádio que, em vez de circo, carecem de informação, de crítica, de gente e visão. A mídia também deve dar espaço à transmissão de outros esportes em emissoras abertas, incentivando e desenvolvendo como um todo o esporte nacional. Daqui dois anos teremos Olimpíadas no Brasil. Duvido que você, amigo leitor, consiga me apontar, de cabeça e sem consulta ao Google, 10 atletas de diferentes modalidades que vão disputar a competição. E depois iremos, todos patriotas, torcer para os atletas do Brasil em 2016, sendo que a mídia e os dirigentes deste país não movem uma palha para desenvolver o esporte como um todo.
Temos nossa culpa. Faltou à grande imprensa criticar a seleção quando merecia. Sem ufanismo. faltou falar do péssimo trabalho de treinamentos do Brasil. Mas não. Parece que muitos repórteres ficam deslumbrados em cobrir uma Copa, em ter algumas mordomias na hospedagem junto com a Seleção. E se esquecem de fazer um trabalho isento, imparcial, crítico.
Em resumo, as mudanças do futebol e do esporte brasileiro passam por TODOS nós. Os dirigentes têm de mudar a mentalidade, parar de roubar e fazer a parte deles. os técnicos precisam se reciclar, ousar, ignorar empresários, não terem medo de perder o emprego, inovar e não apenas jogar pelo resultado. Precisam revelar mais pé-de-obra.
Os jogadores também devem ter sua parcela de consciência, dar uma banana para alguns empresários do mal, ficarem no Brasil e defenderem os clubes que os formam para termos um futebol nacional forte.
E a imprensa deve sempre ser crítica, investigativa, denunciativa e divulgadora de todas as categorias do esporte nacional. É incompatível um ex-jogador famoso comentar jogos do Brasil e ser agenciador de imagem de vários jogadores do time. O circo e falta de seriedade precisam acabar. E também os maus jornalistas, que aceitam dinheiro para falar dem deste ou daquele jogador.
Ou mudamos tudo, desde as raízes, ou teremos de, cada vez mais, nos contentarmos em sermos quarta, quinta, sexta, sétima força do futebol mundial. Disse apenas do futebol, porque no esporte em geral, somos completamente subdesenvolvidos. Para melhorar essa força, ainda falta muita coisa. Um forte abraço.
“A gente colhe o que planta”.

É, meus caros, não adianta chover
no molhado. Vir agora e criticar os 23 jogadores mais a comissão técnica não
irá resolver absolutamente nada. Claro, que ambos tem a sua parcela de culpa.
Mas, como diz o ditado popular, “a
gente colhe o que planta”. E ontem o Brasil foi desorganizado dentro de campo,
reflexo da sua desorganização fora das quatro linhas.
Creio que esse vexame histórico venha
ser para um contexto em geral. Além, dos
23 culpados, podemos englobar os dirigentes dos grandes clubes do Brasil. Que
se enriquecem demais e pouco fazem para o futebol.
Hoje o futebol não revela
atletas, mas sim, produtos. Produtos de exportação para o mercado Europeu, os
atletas saem precocemente de seus clubes para que o mesmo possa fazer um caixa
financeiro, assim, paga suas dividas altíssimas devido a má gestão de
dirigentes.
A mídia também tem sua parcela de
culpa, faz de atletas celebridades. Agora recentemente, a mídia de forma em
geral, deu muito mais ênfase ao corte de Neymar na Copa do que no momento em que
a seleção vivia de semifinal de copa do mundo depois de 64 anos.
E detalhe, a grande mídia que
paga bilhões nos direitos de transmissões
do futebol brasileiro, hoje é cobertor de luxo que cobre os erros de
gestões do nosso futebol.
Não quero nesses quatro anos que
vem por aí, ficar marginalizando e culpando alguém. Quero apenas cobrar no dia-
a- dia quem está no poder. Pois temos
uma arma muito forte na comunicação para que novas ideias cheguem. Pessoas
novas precisam entrar no poder e o futebol brasileiro necessita de
modernização.
Rafael Jacobucci- o Faro da bola
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Momento Copa: A Copa do emotivo Brasil e da calculista Alemanha
Paulo Arnaldo A. Lima
São Paulo, 07/07/2014
São Paulo, 07/07/2014
A Alemanha, favorita desde o início
da Copa está no caminho do Brasil, da mesma forma favorita antes, mas que
durante a Copa teve o favoritismo fragilizado. Porém, o jogo contra a Colômbia no
confronto das quartas convenceu de que a nossa seleção pode render dentro da
expectativa e chega bem fortalecida diante da Alemanha. Sobre o revés de
Neymar, comentarei mais ao final.
Os números de Brasil e Alemanha
durante a Copa são bem similares. O Brasil venceu três vezes e empatou duas
vezes. A Alemanha venceu quatro vezes (uma vitória na prorrogação) e empatou
uma vez. Foram 10 gols marcados, 4 gols sofridos e 6 gols de saldo no lado do
Brasil. Já Alemanha teve 10 gols marcados, 3 gols sofridos e 7 gols de saldo – apenas
um gol de saldo à mais que o Brasil. Ou
seja, nos números, Brasil e Alemanha chegam bem equivalentes nessa semifinal.
Ambos os treinadores, Felipão e Joachim
Löw, foram questionados por escolhas e desempenhos das respectivas seleções. Do
lado brasileiro, a pressão foi muito forte! O apelo foi alto de que o time não
tinha meio de campo e principalmente pelo desempenho abaixo individual de
Paulinho, Daniel Alves, Fred e Oscar (esse em alguns jogos). Por outro lado, a
Alemanha começou muito bem na estreia massacrante diante de Portugal. Mas
quando a Alemanha empatou com Gana e passou por dificuldades na prorrogação
pela Argélia, o esquema flex de Löw foi colocado em dúvida.
A outra coincidência foi na
lateral direita de ambas as seleções. Pelo lado do Brasil, foi Daniel Alves que
deixou o time tão vulnerável que facilmente era atacado nesse setor do campo
pelos adversários. Os pedidos insistentes de uma substituição por Maicon foram
atendidos nas quartas e a situação finalmente foi ajustada. Pelo lado da
Alemanha, Mustafi foi o alvo de críticas, especialmente pela facilidade
que a Argélia encontrou para atacar nesse setor. E com Philipp Lahm, o especialista
da lateral direita, deslocado para outra função no meio de campo. “Felizmente”
para Alemanha, Mustafi se contundiu, Lahm foi para a lateral e mais uma vez,
ajustou a situação.
Porém, no geral o que diferenciou
é que a Alemanha passou mais em alta com oscilações durante toda a Copa. Já o
Brasil passou mais em baixa, mas nos momentos mais críticos Neymar resolveu a
situação pelo lado do Brasil – exceto no último jogo, que o Brasil resolveu
coletivamente.
Falando nisso! O Brasil perde justamente a sua maior força com a ausência de Neymar. Perde também o entrosado e impecável Thiago Silva. Porém, Dante ocupará essa vaga na zaga, sem grandes problemas. Já no caso do substituto de Neymar, as dúvidas seguem entre três volantes (Luis Gustavo, Fernandinho e Paulinho), William ou Bernard. Durante os treinamentos, parece que a opção pelo William foi a preferida pelo técnico brasileiro. Mistério!
Falando nisso! O Brasil perde justamente a sua maior força com a ausência de Neymar. Perde também o entrosado e impecável Thiago Silva. Porém, Dante ocupará essa vaga na zaga, sem grandes problemas. Já no caso do substituto de Neymar, as dúvidas seguem entre três volantes (Luis Gustavo, Fernandinho e Paulinho), William ou Bernard. Durante os treinamentos, parece que a opção pelo William foi a preferida pelo técnico brasileiro. Mistério!
A seleção nessa Copa já desenhou o enredo! Até aqui, Neymar jogou por todos,
quando o Brasil passou por dificuldades durante a competição. Agora todos jogam
por Neymar!
O estereótipo do futebol está confirmado mais uma vez nessa semifinal
no combate entre: a calculista seleção alemã, símbolo de muita frieza dentro de
campo e a emotiva seleção brasileira que terá o impulso extra dessa ausência de
Neymar e a força do torcedor brasileiro vindo das arquibancadas. Quem vencerá? Nesse
momento, o brasileiro está mais otimista!
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quarta-feira, 2 de julho de 2014
Momento Copa: O confronto das superações
Paulo Arnaldo Lima
De São Paulo
Se aproxima o dia D para a seleção brasileira nessa Copa! Muito que provavelmente, a sexta-feira será a última oportunidade do Brasil apresentar um futebol classe A e conquistar essa vaga à semifinal de maneira convincente. Compreenda-se que esse futebol classe A não seja dependente apenas do futebol de Neymar .
O desfaio do Brasil é superar a Colômbia de futebol surpreendente, de qualidade e muita personalidade. A marcação terá que ser impecável, especialmente em James Rodríguez e Cuadrado. A vantagem é que o esquema tático da Colômbia é mais previsível que o esquema do Chile. Há uma possibilidade do Brasil "encaixar". E é fundamental arrumar esse meio de campo para as ações ofensivas! Espero que Felipão, nos poucos treinos realizado nessa semana, tenha conseguido encontrar as soluções.
Por outro lado, o desafio da Colômbia é superar o Brasil, time da casa e de camisa bem pesada. Apesar da personalidade demonstrada diante do Uruguai, esse quesito terá que dobrar durante o confronto pelas quartas de final. Quanto a forma de jogar, a Colômbia apenas terá que manter a fórmula que deu certo até o presente momento. Sem dúvida, a Colômbia joga a vida para avançar mais uma fase e conquistar uma inédita vaga na semifinal.
Por fim, está do lado do Brasil o maior desafio de superação. Não era para ser assim! Em outros tempos, a Colômbia chegaria nessa condição. Mas circunstâncias deixaram a seleção brasileira nessa situação. O Brasil terá que combater "os fantasmas" que ainda o perseguem, espantar a insegurança e neutralizar essa carga pesada de pressão. O caminho é resgatar o que o futebol brasileiro sempre fez muito bem dentro de campo ao longo de toda a sua rica história. De uma vez por todas, encarar como um benefício jogar em casa diante da torcida brasileira. Chegar com alegria, positiva e fortalecida para alcançar a semifinal diante da poderosa Alemanha ou França. Assim, esperamos! Força amarela não! Aqui é força verde e amarela!
domingo, 29 de junho de 2014
"Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa"
É, meus caros, ontem (28) tínhamos todos os ingredientes que
o torcedor brasileiro gosta para uma partida de Futebol. Sábado ensolarado, família reunida, churrascão, um bom samba de
raiz e jogo da seleção brasileira de Copa no Mundo.
Inicio de tarde perfeita, aos 17
minutos David Luís marca seu primeiro gol com a amarelinha. Brasil, até então,
era mais time que a seleção do Chile, mas tudo isso foi por água abaixo.
Marcelo cobra mal o lateral no campo de defesa brasileiro, Hulck devolve pior a bola, Chilenos roubam a bola e
Sanches marca 1x1.
Daí em diante, nossa seleção se
perdeu dentro de campo, bolas alçadas que virou sim, tradição desse time. Nosso Meio-campo assistia à partida, acho que Fernadinho e Oscar
não sabiam o que estavam fazendo ali, não tinha caído a ficha do tamanho do
jogo que eles presenciavam.
Aliás, eu fui uns daqueles que
defendiam a entrada do Fernandinho no lugar do Paulinho nesse time, porém, o que
o camisa 5 fez ontem? Absolutamente nada.
Neymar, anulado dentro de campo
não apresentou um terço do que ele sabe, mas é mérito do adversário que soube marcar e bater também,
diga-se de passagem.
A seleção Brasileira foi mau em todos os contextos , individualmente
e principalmente no coletivo. Apenas em um aspecto a seleção foi bem ontem, a
sorte jogou demais! Aos minutos finais da prorrogação a sorte brasileira entrou
em cena, jogou a bola na trave no chute do chileno Gutierrez .
E nas penalidades a sorte fez uma
dobradinha perfeita com o competente goleiro Júlio Cesar, os dois classificaram
o Brasil para as quartas, calando a boca
de muitos, inclusive a minha.
Final de jogo, a festa foi
contagiante. Assim como a classificação foi conquistada,sofrida, do jeito que
todo torcedor corinthiano gosta, do jeito que todo torcedor brasileiro aprendeu
a gostar.
Mas como diz o nome do meu texto,
“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. Comemorei e me empolguei sim! Mas temos que
ser realistas, foi um dos piores jogos realizados pela seleção brasileira.
Totalmente desorganizada dentro de campo.
Não soube trabalhar com as bolas
nos pés, insistiu demais nas jogadas nulas. Era “rifão” que não acabava mais.
Felipão me decepcionou, não soube modificar
a forma do Brasil jogar. Fez
alterações obvias, não foi ousado.
É preocupante, pois pegaremos a Colômbia
na próxima fase. Colômbia que eliminou a eficiente seleção do Uruguai. A Colômbia do
excelente James Rodrígues, o artilheiro da copa.
Outro clássico sul-americano pela
frente. Será que o Brasil contará com a sorte novamente?
Rafael Jacobucci – O Faro
da Bola.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Na edição 210, Esporte na Rede analisou a Copa do Mundo
O Esporte na Rede de ontem (24/07/2014) falou sobre Copa do Mundo, a competição de futebol de seleções mais importante do mundo. Analisamos os grupos e o futebol apresentado pela Seleção Brasileira.
Também analisamos o confronto das oitavas de final entre Brasil e Chile, que acontece no próximo sábado. Ainda teve Quiz da Copa, Copa & Cozinha na Rede e tudo sobre o GP da Áustria de Fórmula-1, vencido mais uma vez pelo Alemão Nico Rosberg.
O programa Esporte na Rede é exibido pela emissora web UPTV (www.uptv.com.br). Vai ao ar toda terça-feira, AO VIVO, a partir de 20h.
Tem uma hora de duração e recebe muitos convidados do mundo esportivo. Foca na análise esportiva inteligente e bem-feita, com a participação do internauta em tempo real. A interatividade é nosso diferencial. Mais informações: www.esportenarede.org. Confira abaixo as fotos e o vídeo da atração. Esporte na Rede, análise esportiva de qualidade! Um forte abraço.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=6DdaeMSWlZc
Também analisamos o confronto das oitavas de final entre Brasil e Chile, que acontece no próximo sábado. Ainda teve Quiz da Copa, Copa & Cozinha na Rede e tudo sobre o GP da Áustria de Fórmula-1, vencido mais uma vez pelo Alemão Nico Rosberg.
O programa Esporte na Rede é exibido pela emissora web UPTV (www.uptv.com.br). Vai ao ar toda terça-feira, AO VIVO, a partir de 20h.
Tem uma hora de duração e recebe muitos convidados do mundo esportivo. Foca na análise esportiva inteligente e bem-feita, com a participação do internauta em tempo real. A interatividade é nosso diferencial. Mais informações: www.esportenarede.org. Confira abaixo as fotos e o vídeo da atração. Esporte na Rede, análise esportiva de qualidade! Um forte abraço.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=6DdaeMSWlZc
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Felipão quer aprimorar as jogadas aéreas e bola parada na seleção! Tem gabarito para isso!
É, meus caros, o técnico Felipão está realizando os últimos ajustes na seleção brasileira, antes da grande estreia na quinta-feira (12), diante da Croácia.
Paulinho, David Luiz, Thiago Silva e Fred, são jogadores que
têm um bom desempenho para definir uma jogada no cabeceio. Tudo bem que a média
de gols dos citados não é de encher os olhos. Com Felipão no comando, apenas
quem marcou gol de cabeça foram Thiago
Silva e Paulinho.
Mas, não devemos discutir a qualidade de Fred e David Luiz,
correto? Outra opção que Scolari deve explorar é a bola parada de Neymar.
O camisa 10 tem um potencial muito bom em marcar gols de falta com a
Amarelinha. Na Copa das Confederações, o garoto ousadia e alegria, marcou diante
da Itália, com nada mais, nada menos , Buffon no gol. E no amistoso diante do Panamá.
Na minha visão, a bola parada é extremamente decisiva. Felipão sabe muito bem usar esse recurso
para conquistar campeonatos. Exemplo mais recente foi a conquista do
Palmeiras na Copa do Brasil de 2012 na qual era técnico do Palestra. O treinador Brasileir, soube explorar o
volante Marcos Assunção, batedor de falta oficial, e o grande desempenho do
centroavante Barcos.
Nos tempos de Grêmio
, Felipão explorou o atacante Jardel. Resultado: campeão da Libertadores de
1996. No próprio Palmeiras, conseguiu
conquistar a Copa de Brasil 1998 e a
Libertadores de 1999, utilizando a bola parada de Arce e Alex. Bem, gabarito Felipão tem para implantar esse recurso na seleção e, em se tratando de Copa do Mundo, com apenas 7 jogos, a bola para vale! Vale Muito!
Rafael Jacobucci- o Faro da Bola
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sexta-feira, 16 de maio de 2014
A influência dos treinadores na má fase técnica do futebol Brasileiro
O futebol brasileiro é questionado pela falta de qualidade técnica atualmente. Hoje, as equipes priorizam muito mais a marcação do que o jogo ofensivo. Jogadores com características de uma boa marcação e fortes fisicamente ganham mais espaço no mercado da bola.
Treinadores que adotam sistema tático com três homens de meio campo, o famoso 4-2-3-1, têm como “elemento surpresa” o volante vindo de trás, infiltrando na defesa adversária. Mas quando se recompõem defensivamente, são três homens fechando o espaço de sua defesa.
O famoso 4-3-3 , com três atacantes, sendo dois abertos e um centralizado, é um sistema que há muito tempo deixou de ser ofensivo. Hoje, é um estilo de jogo adotado para jogar nos contra-ataques com dois pontas jogando na beirada do campo, mas que ambos tem a obrigação de marcar quando não têm a bola, fechando os espaços no meio-campo.
Mas por que faço esse questionamento tático? Na minha análise, os treinadores têm influência nessa má fase técnica do futebol brasileiro. Hoje, quando um time abre o placar, geralmente se fecha defensivamente, priorizando o placar mínimo, não tendo a ousadia de ampliar o resultado.
Já se foram os tempos dos jogos com os placares “largos”. É difícil você ver uma partida com goleada. Isso se deve à falta de ambição dos técnicos. Hoje a tática do jogo é mais importante do que a qualidade técnica.
Na Copa de 1982, disputada na Espanha, nossa seleção Brasileira apresentou uns dos melhores modos de jogar da história. Com um toque de bola refinado, a persistência em agredir a seleção adversária era um dos pontos fortes daquele time comandado pelo técnico Telê Santana. Porém, a eliminação na segunda fase diante da Itália foi questionada, devido ao excesso de agressividade. Muitos dizem que, se o professor Telê fechasse a seleção quando o placar estava favorável, a classificação seria conquistada.
Mas, o ex-treinador não fugiu das nossas características, tornando aquela seleção marcada para sempre. Dez anos depois, Telê ganharia um mundial com o São Paulo, com o mesmo futebol ousado, surpreendendo o Barcelona. Ou seja, Telê Santana estava certo!
Estamos a um mês de uma Copa do Mundo aqui no Brasil. Nossa seleção ganhou a última Copa das Confederações diante da Espanha, dona do último titulo mundial. Com todos esses ingredientes, o Brasil ainda é questionado na qualidade técnica. Dos 8 homens de meio campo convocados, 5 são volantes de origem.
Exceto Neymar, não temos um jogador entre os 23 convocados com características para desequilibrar uma partida. Isso me preocupa, porque é uma Copa do Mundo disputada dentro do nosso país, sem as nossas características que encantaram o mundo por cinco vezes. É uma seleção Brasileira com escola uma Europeia disputando um mundial em território nacional.
Rafael Jacobucci – O Faro da Bola
Treinadores que adotam sistema tático com três homens de meio campo, o famoso 4-2-3-1, têm como “elemento surpresa” o volante vindo de trás, infiltrando na defesa adversária. Mas quando se recompõem defensivamente, são três homens fechando o espaço de sua defesa.
O famoso 4-3-3 , com três atacantes, sendo dois abertos e um centralizado, é um sistema que há muito tempo deixou de ser ofensivo. Hoje, é um estilo de jogo adotado para jogar nos contra-ataques com dois pontas jogando na beirada do campo, mas que ambos tem a obrigação de marcar quando não têm a bola, fechando os espaços no meio-campo.
Mas por que faço esse questionamento tático? Na minha análise, os treinadores têm influência nessa má fase técnica do futebol brasileiro. Hoje, quando um time abre o placar, geralmente se fecha defensivamente, priorizando o placar mínimo, não tendo a ousadia de ampliar o resultado.
Já se foram os tempos dos jogos com os placares “largos”. É difícil você ver uma partida com goleada. Isso se deve à falta de ambição dos técnicos. Hoje a tática do jogo é mais importante do que a qualidade técnica.
Na Copa de 1982, disputada na Espanha, nossa seleção Brasileira apresentou uns dos melhores modos de jogar da história. Com um toque de bola refinado, a persistência em agredir a seleção adversária era um dos pontos fortes daquele time comandado pelo técnico Telê Santana. Porém, a eliminação na segunda fase diante da Itália foi questionada, devido ao excesso de agressividade. Muitos dizem que, se o professor Telê fechasse a seleção quando o placar estava favorável, a classificação seria conquistada.
Mas, o ex-treinador não fugiu das nossas características, tornando aquela seleção marcada para sempre. Dez anos depois, Telê ganharia um mundial com o São Paulo, com o mesmo futebol ousado, surpreendendo o Barcelona. Ou seja, Telê Santana estava certo!
Estamos a um mês de uma Copa do Mundo aqui no Brasil. Nossa seleção ganhou a última Copa das Confederações diante da Espanha, dona do último titulo mundial. Com todos esses ingredientes, o Brasil ainda é questionado na qualidade técnica. Dos 8 homens de meio campo convocados, 5 são volantes de origem.
Exceto Neymar, não temos um jogador entre os 23 convocados com características para desequilibrar uma partida. Isso me preocupa, porque é uma Copa do Mundo disputada dentro do nosso país, sem as nossas características que encantaram o mundo por cinco vezes. É uma seleção Brasileira com escola uma Europeia disputando um mundial em território nacional.
Rafael Jacobucci – O Faro da Bola
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Já tivemos dias melhores...
Meus caros, é claro que iremos torcer pelo sucesso da nossa seleção nessa Copa de 2014. Estamos vivendo um ano atípico para todas as gerações que vivem nesse país da bola, vamos curtir intensamente a partir de junho o clima da Copa do Mundo.
Uma convocação tranquila, sem divergências por parte da
imprensa e torcedores, todos nós já sabíamos que não iria fugir muito dessa base
convocada, foram chamados os que temos de melhor.
O que me preocupa na minha visão de comentarista, é que esse nosso
melhor de hoje, é um dos piores que já tivemos. Principalmente no setor de
ataque, pra quem já teve um dia, uma quantidade de bons jogadores nesse setor,
atualmente apostamos as nossas fichas em um jogador apenas, o excelente Neymar, o nosso diferenciado,
acima da média!
Na função de centroavante, o Brasil já teve Coutinho,
Tostão, Careca, Chulapa, Romário, Ronaldo e Bebeto, entre outros, que nem sequer disputaram uma Copa do Mundo. Exemplos: Evair, Amoroso,
Palhinha etc... os mais recentes na década de 90.
Atualmente, dependemos de Fred, que devido ao seu histórico de
lesão, não nos passa confiança. E seu reserva de imediato Jô é bastante
questionado tecnicamente.
A seleção que irá para copa, tem a média de idade de 26 anos. Uma seleção jovem,
80% jogam no futebol Europeu, todos com uma certa bagagem. Porém, não têm a
afinidade com o futebol brasileiro, devido à ida
precocemente a Europa.
É um fato que tem que se preocupar, já que a copa será
disputada em território nacional. Tudo bem, que ganhamos a Copa das
Confederações, evento teste para o Mundial.
Porém, como diria o "saudoso"
jornalista Roberto Avallone: “Uma coisa é uma coisa, outra é outra coisa”.
Seleções virão mais fortes e focadas, mas será que a nossa
estará pronta para enfrentá-las? Essa
resposta só teremos a partir do dia 12 de junho! Esperamos uma seleção forte
coletivamente, já que tecnicamente temos raras exceções. O trabalho terá que ser em dobro por parte da nossa comissão técnica campeã do mundo, comandada por Felipão e Parreira.
Bem, que seja dada a largada, ficarei na torcida pelo Hexa ,
quero ver a minha seleção sendo campeã do mundo dentro do meu país. Mas, tenho
muita cautela, pois já tivemos seleções melhores.
Abaixo, a lista dos 23 convocados: Goleiros: Júlio César, Jeferson e Victor
Zagueiros, Thiago Silva, David Luiz, Dante e Henrique
Laterais: Daniel Alves, Maicon, Marcelo, Maxwell
Meio – campistas: Luiz Gustavo, Paulinho, Ramirez, Fernandinho , Hernanes, Oscar e Willian
Atacantes: Neymar, Fred, Jô, Hulk e Bernard
Rafael Jacobucci – O Faro da Bola
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Deixa de ser cabeça dura, Felipão!
Para o amistoso contra a seleção da África do Sul, foram convocados 19 jogadores. Partida que será no dia 5 de março, no Estádio Soccer City, em Joanesburgo, às 19h (14h de Brasília).
Goleiros:
Julio César (QPR)
Jefferson (Botafogo)
Zagueiros:
Thiago Silva (Paris Saint-German)
David Luiz (Chelsea)
Dante (Bayern de Munique)
Laterais:
Rafinha (Bayern de Munique)
Daniel Alves (Barcelona)
Marcelo (Real Madrid)
Meias:
Luiz Gustavo (Wolfsburg)
Paulinho (Tottenham)
Fernandinho (Manchester City)
Ramires (Chelsea)
Oscar (Chelsea)
Atacantes:
Willian (Chelsea)
Hulk (Zenit)
Neymar (Barcelona)
Bernard (Shakhtar Donestk)
Fred (Fluminense)
Jô (Atlético MG)
Bem, a família Scolari 2014 está praticamente formada. Mas acho um erro por parte do técnico Felipão não convocar os jogadores Kaká e Robinho. Até por que nossa seleção é muito dependente do futebol de Neymar. “Deus me Livre” caso houver uma lesão com o camisa 10 durante a copa, quem será seu substituto?
Ninguém! Essa é a realidade. E tem mais, será que o nosso treinador tem capacidade de fazer o Brasil um grande time coletivo e forte taticamente?
Precisamos ter mais jogadores que imponham respeito frente aos adversários; exceto Neymar não temos mais ninguém. KaKá e Robinho seriam esses caras! Lembrando que o camisa 22 do Milan já foi eleito o melhor do Mundo, já o Camisa 7 também do time Italiano foi um dos destaques da seleção de Dunga na copa de 2010.
Tudo bem que ganhamos a Copa das Confederações e o time base Campeão em cima da poderosa Espanha está nesta lista. Mas na Copa do Mundo o papo será outro. Será que essa nova safra de bons jogadores, com perspectivas para 2016 irá aguentar a pressão?
Por isso que bato na tecla! é necessário mesclar com jogadores calejados e com bagagem, Robinho e Kaká seriam esses “caras”. Mas, vamos aguardar a convocação oficial que será no 7 de maio, até lá tudo pode acontecer, mas para isso acontecer, Felipão precisara deixar de ser cabeça dura!
Rafael Jacobucci – O Faro da Bola
segunda-feira, 1 de julho de 2013
"O campeão voltou"
Por Luciane Bruno
Brasil – 30 de junho de 2013 – 19h00 – As ruas já estão quase desertas. Todos em suas casas prontos para a grande final. Neste momento, o Brasil todo está atento à final da Copa das Confederações. Olhos vidrados na telinha da TV. No Maracanã, corações ansiosos vibram e emanam energias positivas para a seleção brasileira. Coros de “É campeão!” ecoam por todo o estádio. O hino espanhol soa baixo e sem graça. Diferentemente do brasileiro que é cantado em alto e bom som pelos milhares de torcedores presentes. Muitos não escondem a emoção e choram; outros beijam suas camisas expressando o amor pelo time da sua nação. Lá fora, as manifestações que não cessam, não diminuem a alegria e euforia de quem esta lá dentro à espera do grande show.
Os espanhóis chegam com confiança, botando banca. Afinal, acreditam fielmente que a vitória é deles. Mas não contam com um time dotado de toda a garra e a coragem para enfrentar qualquer seleção. Apita o árbitro. A bola corre com força, com vontade. O Brasil parte para cima quando nos primeiros dois minutos do primeiro tempo, Fred faz o primeiro gol. A torcida vibra. Os espanhóis não acreditam no que veem. E os brasileiros correm para o abraço.
No decorrer dos outros 43 minutos de jogo, os jogadores brasileiros mantêm a posse de bola e encara os espanhóis com firmeza. Diante de toda a adversidade, os jogadores adversários começam a expressar muita insegurança abusando das faltas e se desesperando a qualquer aproximação. Mas a seleção canarinho tem sede de muito mais. Outro lance faria toda a diferença. É quando Neymar marca o segundo gol para a seleção. Um gol certeiro e bonito, que fez as arquibancadas ferverem como nunca. E entre “olés” e dribles termina o primeiro tempo.
No segundo tempo não é diferente. A tão confiante Espanha não está mesmo com sorte. Nos primeiros minutos do segundo tempo, Fred novamente faz mais um gol, o terceiro para o Brasil. Resultado esse que se firma até o final. Deixando o adversário nervoso e muito descontente. Uma sucessão de faltas contra o Brasil e tentativas de impedir o bom desempenho do time resulta na expulsão do craque Gerard Pique.
O jogo termina 3 x 0 para o Brasil. O time é ovacionado pela torcida que grita: “O Campeão voltou”. Desde a comissão técnica até a arquibancada, o clima é de celebração e hora de comemorar. Comemorar mais um título e reconhecer que Luiz Felipe Scolari fez um excelente trabalho.
Senti falta de um gol do Paulinho, uma grande promessa do nosso futebol que com toda a certeza brilhará fora do país. Neymar é aclamado como o terceiro melhor artilheiro do mundo e melhor jogador da competição. Com certeza já vai chegar com moral na Espanha. Fred foi um jogador incrível. Júlio César, o melhor goleiro. Enfim, todos estão de parabéns. Jogaram até o fim com a mesma garra do começo da partida com o mesmo entusiasmo. Hoje deu orgulho do Brasil. A Copa? É, até lá tem chão para percorrer e o time precisará de muito mais. Mas, se os brasileiros estavam desacreditados em relação à Copa das Confederações, temos agora um motivo para manter a fé e a esperança de mais um título mundial. Parabéns Brasil! BRASIL TETRACAMPEÃO DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES 2013. ;-)
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