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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Coluna Momento Motor: A Fórmula 1 para ou não para?

Paulo Arnaldo A. Lima
De São Paulo




Caro leitor. Intrigante! Semana passada, a categoria máxima do automobilismo anunciou mudanças no regulamento para o ano de 2015. No meio de um ano de extremas mudanças e ainda, avaliação dessas grandes mudanças. Ou seja, a temporada vive uma fase de transição.

Por isso, a Fórmula 1 passa por um ano bem esquisita. O ruído dos carros está estranho. A poluição diminuiu em meio aos apelos de uma Fórmula 1 mais eco. Porém, a sensação de que velocidade diminuiu, até para quem assiste as corridas na TV é evidente. A redução da quantidade de motores também coloca em xeque se as equipes conseguirão cumpri-la sem evitar as punições por utilização de motores extras – mais de 5 motores. Lembrando que a Fórmula 1 passou por grande mudança na especificação dos motores. Por fim, a Mercedes domina amplamente sem dar qualquer chance a concorrência. Mesmo num sábado de treino classificatório para o GP da Áustria ruim, não foi problema recuperar e dominar a corrida no domingo.

A metade da temporada deixa a dúvida no ar se a Fórmula 1 tomou a direção correta. Mal se recupera das mudanças técnicas. Imaginando que essa reunião fosse ajustar algumas coisas que não estão legais. Eis de que nessa reunião vem o anúncio de mais uma mudança de impacto para o ano que vem no regulamento esportivo. Pois bem! A relargada com os carros parados! Com o adendo de que isso ocorrerá desde que a entrada do carro de segurança não seja nas duas primeiras ou nas cinco últimas voltas da prova.


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Ou seja, no meio de um GP a corrida para! Um novo procedimento de largada é acionado. Atualmente isso só acontece na condição de bandeira vermelha, quando o motivo dessa paralisação é por uma causa extrema – chuva forte, um acidente com gravidade ou carros acidentados na pista que impedem a passagem de outros carros com segurança.
 
O que pensa os dirigentes da categoria máxima? Qual seria o motivo de um novo procedimento de largada, por exemplo, na metade de uma corrida? O possível motivo intriga!  Será que dirigentes imaginam que dessa forma, com parada e uma nova largada, as disputas por vitória ficarão mais emocionantes? Mais largadas numa corrida? Que absurdo! A Fórmula 1 de hoje precisa de ajustes!
 
Algumas mudanças precisavam ser repensadas com certa urgência. Essa mudança se tornou até inconveniente na situação de momento. Parece que a criatividade dos que dirigem andam empobrecidas. A verdadeira essência de uma corrida está se acabando. Às vezes, parece que a categoria máxima perdeu um pouco o rumo na questão de ideias! E o que mais preocupa e até chega a ser contraditório na essência e existência da categoria é que a Fórmula 1 para no tempo!
 
Notas do pódio no rodapé:
1º – A Williams evolui muito! Massa e Bottas foram muito bem. A pole de Felipe e o pódio de Valteris no GP da Áustria. Porém, Felipe Massa precisa melhorar e ser mais constante na corrida. Lembra a história do desgaste de pneus? Felipe melhorou nessa questão, porém precisa melhorar ainda mais.
2º - Na GP2, Felipe Nasr faz um campeonato interessante. Ele conquistou a segunda vitória, na corrida do sábado da etapa da Áustria. Ele está na briga e precisa desse título da GP2.
3º – Como as atenções estão voltadas para a Copa do Mundo, é impressionante como todos os outros esportes ficam em terceiro plano (nem digo em segundo plano). É compreensível. A próxima será somente daqui a 4 anos. Só deveria ter Copa do Mundo de esporte durante esse período. O mesmo deveria se aplicar durante o período de olimpíadas.
 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Coluna Momento Motor: Concorrentes sim! Rivais, suspeito que não!


 
 
Uma profunda mudança técnica que culminou no domínio absoluto da equipe Mercedes na Fórmula 1 deste ano. Mônaco poderia gerar algo diferente nas primeiras posições e uma proximidade das outras equipes.  Porém houve a constatação no primeiro treino livres da quinta-feira de que a Mercedes continuaria dominante com extrema facilidade.

A urgência era enorme! Antes de Mônaco, as cinco vitórias em cinco corridas da equipe germânica e a sexta vitória mais do que a caminho, algo de diferente deveria vir à tona, logo! De fato, a facilidade da sexta vitória não foi evitada. Porém, uma oportunidade surgiu na derrapada suspeita de Rosberg durante o treino de classificação. Momento imperdível para apimentar a relação de dois “lobos” solitários que disputam o título desse ano.  


A imprensa e os bastidores da Fórmula 1 aproveitaram a situação para dar aquela agitada! Rosberg escapou de propósito? Oficialmente, a telemetria não acusou manobra proposital.  Diante da circunstância e o momento que ela ocorreu, a pulga atrás da orelha logo se transformara em enxame de rivalidade nas mãos da imprensa que cobre a Fórmula 1. Foi noticiada a fofoquinha de que Hamilton estava bravo e categoricamente desconfiado da manobra de Rosberg. E que a reunião na Mercedes após o treino foi efervescente e de cobranças de explicações! Será que foi tudo isso?

Essas dúvidas são difíceis de serem decifradas. Nico Rosberg teria derrapado de propósito para anular a chance de Hamilton marcar a pole? A decisão dos fiscais em não punir o Rosberg foi para esquentar o circo na corrida do domingo, mesmo os dados da telemetria não terem denunciado uma manobra proposital? Afinal, a disputa entre os dois anda fria e desinteressante. Há reclamação do novo ruído da Fórmula 1. Há reclamação da velocidade dos carros. E há uma tendência a monotonia nas disputas por vitórias e no campeonato deste ano, restrita a dois pilotos.

A certeza é que a Fórmula 1 é sempre bem orquestrada nos bastidores. Nesses momento , “certos cuidados” são considerados. É óbvio que a imprensa embarca nessa onda de promover e inflamar com o propósito de não perder pontos na audiência. Faz parte do jogo! Por isso, chama-se circo da Fórmula 1.

Desconfio que essa rivalidade a flor da pele não é tão verdadeira. Até as declarações mais espinhosas de Hamilton não me convenceram. As declarações estavam artificiais, mesmo com tanta competitividade comum entre os pilotos de Fórmula 1. Estou cético com essa “verdade dos fatos” em relação a rivalidade instituída! Não deve confundir e julgar uma reação do Hamilton de rusgas , após terminar em 2º lugar em Mônaco. O fato é que ele teve um carro com condições para vencer mais uma vez e não conseguiu por contratempos. E ainda mais passar aquele sufoco no final da corrida, tendo que guiar com um olho fechado por causa daquela incômoda sujeira. Um final de semana de pequenas situações que atrapalhou ele.

Possivelmente, durante o campeonato, o efeito de rivalidade tome corpo. Rosberg e Hamilton convivem diariamente com as notícias de que há rixa e rivalidade. Que eles não são mais amigos. Ou ainda, que um está sacaneando o outro durante as disputas. A imprensa, de tanto agitar as coisas, consegue transformar o cenário num campo de guerra.  Afinal, alguma coisa precisa salvar a atual temporada de Fórmula 1, já que as mudanças na categoria não vem agradando tanto. Não é?

 
 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Momento Motor: Direito, Justiça e Respeito


Paulo Arnaldo Lima


Amigo do Esporte na Rede, comentar sobre a Fórmula 1, e até mesmo sobre o esporte, nestes dias, está difícil. Pensei em abordar o tema da interrupção da transmissão da TV Globo no GP do Canadá, tema prometido na semana passada.  

Pensei também em falar sobre a equipe Mercedes, que será julgada pela FIA por causa dos testes com os pneus da Pirelli – segundo consta, com os carros desse ano - o que não é permitido pelo regulamento. Sequencialmente, os dois assuntos estão ligados aos valores de Direito e Justiça. Mas hoje não faz sentido, diante dos acontecimentos e dos protestos que se alastraram Brasil afora.

Neste momento, a Copa das Confederações no nosso país também teria enorme relevância. Essa relevância perdeu a importância aos gritos de protestos que iniciaram na semana passada por aumento das passagens do transporte público e que nesta semana sucederam a todos os problemas que o nosso país sofre diariamente. Os gastos com as construções dos estádios para a Copa foram evidenciados nos protestos, diga-se de passagem, com justiça.

Na semana passada, a onda de protestos não fazia sentido para mim. Principalmente depois da invasão do vandalismo e da violência no contexto. Entretanto, após esta ação, a reação da população na caminhada pelas ruas de todas as capitais do país, começou a fazer mais sentido. Ato positivo! É verdade, que não foi no melhor momento. Porém antes tarde do que nunca! Nós, cidadãos, estávamos devendo uma resposta a tanta impunidade, desleixo, desorganização, corrupção, desperdício, etc. Estamos cansados! O momento é histórico e é hora de mudanças!

Assim como outros problemas sociais, o esporte no Brasil sofre diariamente. Longe do foco do nosso Futebol, a realidade do desprezo dos dirigentes e de quem comanda o esporte são evidentes. A profissionalização de outras modalidades esportivas ainda está bem distante de qualquer realidade sensata. Os atletas matam um leão por dia. Se eu citar especificamente o automobilismo brasileiro, foram tantos maus tratos ultimamente, que desanima! Seria mais um tema para coluna.  O futebol, apesar de ser modalidade mais funcional, também sofre com a falta de profissionalismo em diversas situações. A CBF, tão rica, não consegue organizar o campeonato brasileiro da série A. Na descida das divisões dos campeonatos de futebol do Brasil, a realidade chega a ser de precariedade.

Torço para que neste momento, nós, brasileiros, consigamos realizar uma grande transformação em tudo. Acima de tudo, com civilidade e coerência.  Podemos exercer os nossos direitos ao mesmo passo  que devemos cumprir os nossos deveres. Faço questão de salientar isso por que muitas vezes achamos que nós só temos direitos.

Poderia estender o tema para áreas mais importantes que o esporte. É evidente que, como cidadão, não estou satisfeito com a economia, a segurança, o transporte público, a saúde, etc.  Como colunista, meu dever é me manter na esfera do esporte. Felizmente, o movimento é genérico e se aplica ao meu tema de dever.

Encerro por aqui! Semana que vem, voltarei a Fórmula 1. O tema não será diferente dessa semana! Direito está ligado ao tema da interrupção da Globo na transmissão da Fórmula 1.  E a Justiça está ligada ao julgamento da Mercedes. Não é coincidência! Estamos vivendo tempos de grandes transformações!


Esporte na Rede é análise esportiva de qualidade!