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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Após vitórias no Pan atletas falam sobre suas conquistas


A ASICS, fabricante de materiais esportivos, reuniu na tarde de terça-feira em São Paulo, seus atletas patrocinados que conquistaram medalhas na última edição dos Jogos Pan-Americanos, que aconteceram em Guadalajara. Os medalhistas Solonei Rocha da Silva, Adriana Aparecida da Silva, Bruno Lins, Franciela Krasucki, Sabine Heitling, Sandro Viana, Pamella Oliveira, Reinaldo Colucci, Ana Clara Duarte, Lucimara Silvestre, Rafael Alarcon e Wallace Martins estiveram presentes.

O evento serviu como uma celebração dos bons resultados que os atletas patrocinados pela ASICS alcançaram nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e firmou o comprometimento da ASICS com o esporte no Brasil, tendo o atletismo como carro-chefe.

O vôlei, modalidade que o Brasil conquistou ouro tanto no masculino quanto no feminino, foi representado por Wallace Martins, que colaborou muito e deu muita segurança à Seleção Brasileira de Vôlei Masculina."Sabia que seria difícil derrotar Cuba, mas com muita garra conquistamos o ouro e foi maravilhoso", disse Walace.

Grande destaque no evento, Solonei da Rocha Silva, ouro na maratona masculina, fez um discurso bastante centrado. "Apesar de ter começado tarde no esporte, conquistar um bom resultado foi tudo o que eu sempre quis".

O atleta de Manaus, Sandro Viana, garantiu sua segunda medalha de ouro em jogos pan-americanos ao lado de Bruno Lins, no revezamento 4x100m.Em seu discurso bastante emocionado, Lucimara Silvestre ressaltou que o ouro conquistado foi a maior prova de que não podia desistir de ir à luta.

A recordista panamericana, Adriana Aparecida da Silva, ouro na maratona feminina, estava bastante orgulhosa de sua medalha. "Estou muito feliz em poder compartilhar esta conquista com todo o Brasil. Agradeço a todos que me apoiaram, que torceram por mim. Isso colaborou diretamente para minha vitória", disse.

O responsável pelo segundo ouro no triathlon para o Brasil, Reinaldo Colucci, ultrapassou os rivais durante a prova de bike e conquistou o lugar mais alto do pódio, com 1h48m02s. "A prova foi difícil, mas não desisti, pelo contrário, mesmo sob forte calor consegui encontrar forças e superar todos os que estavam à minha frente".

O general manager da ASICS Brasil, Giovani Decker, destacou o crescimento do esporte no Brasil: "Nossos atletas servem de exemplo para as próximas gerações e são nossas grandes apostas para Rio-2016".

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Rafael Andrade conquista a prata no Trampolim

Rafael Andrade com a medalha de prata
(Ricardo Bufolin/Photo&Grafia)
Guadalajara (México) - A Ginástica de Trampolim Masculina do Brasil fez história ontem à noite (18) em Guadalajara. O goiano Rafael Andrade se tornou o primeiro homem do País a ir ao pódio em Jogos Pan-Americanos, ao conquistar a medalha de prata na prova, com a marca de 52.265 pontos. Antes dele, somente uma mulher, Giovanna Matheus, havia obtido tal feito, ao ficar com o bronze no Pan do Rio, em 2007. O ouro foi para o canadense Keegan Soehn, com 55.535 pontos. O mexicano José Alberto Vargas ficou com o bronze (21.130).

A queda do brasileiro Carlos Ramirez Pala durante sua exibição também marcou o dia. Ele saiu de maca do Complexo Nissan de Ginástica, em Guadalajara, foi examinado no hospital, mas nada de grave foi constatado.

Rafael Andrade, que tem 25 anos e mora no Rio, contou que foi para a sua apresentação com um dilema. Penúltimo a realizar sua série de acrobacias, ele disse que pensou em fazer uma prova tática, com uma sequência de menor dificuldade para garantir o pódio. "Entrei pressionado, porque, até a minha vez, todos tinham errado alguma coisa. Pensamos em facilitar um pouco a série, mas aí decidimos fazer o que treinamos mesmo", contou. E deu certo.

A apresentação de Rafael estava lhe garantindo o ouro, mas o canadense Keegan Soehn teve bela atuação e roubou o primeiro lugar do brasileiro, que, mesmo assim, se mostrou feliz. "Eu não esperava essa medalha. É muito bom marcar o nome na história do trampolim. Nos Jogos de 2007, no Rio, esperávamos a medalha e ela não veio, somente no feminino, com o bronze da Giovanna. Entao, de lá pra cá, um dos principais objetivos era conquistar uma medalha no Pan."

Luciene Resende, presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), estava emocionada com o resultado histórico. "Estou muito feliz com essa medalha inédita do Rafael, o que demonstra que o Trampolim vem crescendo. A CBG vai continuar apoiando essa modalidade e tenho certeza de que ela estará cada vez mais presente nos pódios", comentou. (Agência Photo & Grafia)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ginastas brasileiras conquistam o tetra em Guadalajara

Guadalajara (México) - Sob muitos aplausos no Complexo Nissan de Ginástica, em Guadalajara, a Seleção Brasileira de Conjunto de Ginástica Rítmica conquistou o tetracampeonato dos Jogos Pan-Americanos na disputa de conjunto geral, com a equipe formada por Dayane Amaral, Drielly Daltoe, Debora Falda, Luisa Matsuo, Bianca Mendonça e Eliane Sampaio e comandada pela técnica Camila Ferezin.

O Brasil ganhou o ouro com 48.575 pontos, depois de finalizar as duas rotações, a primeira com cinco bolas, na qual atingiu a melhor nota (25.100), e a segunda com três fitas e dois arcos (23.475). Dessa forma, a Seleção repetiu os resultados de Winnipeg (1999), Santo Domingo (2003) e Rio de Janeiro (2007). O Canadá, grande rival das brasileiras, cometeu falhas técnicas e ficou com a prata (47.950); e Cuba com o bronze (47.175).

Emocionada, Camila Ferezin ressaltou sua felicidade e destacou que alcançou o objetivo traçado. Já que, quando foi convidada para treinar a Seleção pela presidente da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), Luciene Resende, esse era o principal objetivo: conquistar o tetra no Pan. “Para mim, é muito gratificante, porque é um grupo muito novo, que foi montado em fevereiro. E, há dois meses Driely e Eliane - que eram da Seleção Individual, se juntaram à equipe. Todas trabalharam muito; focadas e confiantes nesse resultado. Sabíamos que seria muito difícil, mas não impossível. Merecíamos esse resultado”.

“Estou muito feliz. Sai do Individual, que é muito diferente do Conjunto, e em apenas dois meses consegui essa sintonia. Os Estados Unidos (quarto colocado) são muito fortes e já têm um grupo que vem treinando há muito tempo. Foi muito esforço de todas nós”, comemorou Eliane Sampaio. A equipe, chefiada por Ana Danielyan, confirmou a supremacia pan-americana e volta ao tablado do Ginásio Nissan amanhã (17), às 19h15 (22h15 de Brasília), para competir na final da coreografia com cinco bolas, e na terça-feira (18), às 18h40 (21h40 de Brasília), para a decisão do conjunto misto, com três fitas e dois arcos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Atletas de vôlei se unem na torcida pelo Brasil no Pan

A disputa do vôlei feminino nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara começa neste sábado (15/10) - o Brasil estreia diante da República Dominicana. Com quatro representantes da Unilever na seleção brasileira - a oposta Sheilla, a líbero Fabi, a ponteira Mari e a meio-de-rede Juciely -, a torcida é certa entre as jogadoras do time carioca, que seguem treinando diariamente treinamento na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, zona sul do Rio de Janeiro. Algumas, como a ponteira Régis e a meio-de-rede Valeskinha, guardam boas recordações do evento continental.

"Em 2007, eu estava concentrada em Saquarema quando recebi uma ligação da comissão técnica pedindo que eu me juntasse à seleção, no Rio, para disputar o Pan. Entrei na final e pude ajudar no bloqueio e no saque. Era muito nova e ficou uma mistura de tristeza e alegria em meu coração. Tristeza porque perdemos a final no tie break para as cubanas. Alegria por ter tido a oportunidade de estar naquele grupo, representando meu país em casa, com o apoio da torcida", relembra Régis. "No Pan, sempre gosto de assistir aos torneios de tênis e basquete, além do vôlei, é claro", prossegue.

Enquanto Régis ajudava o Brasil em quadra, a campeã olímpica (Pequim/08) Valeskinha teve a responsabilidade de trabalhar como voluntária nos bastidores do Pan do Rio. "Nunca tive a oportunidade de disputar os Jogos, mas gostei muito de ser voluntária no Pan do Rio, como responsável pelas delegações no Maracanãzinho", conta Valeskinha. "Não tenho o hábito de ficar sentada, acompanhando todos os esportes. Até porque estaremos em treinamento durante o Pan de Guadalajara, mas leio, vejo os noticiários de TV, procuro estar atualizada sobre as modalidades, especialmente vôlei, atletismo e basquete", prossegue a jogadora, filha da ex-atleta olímpica Aída dos Santos.

A ponteira Amanda, que durante os últimos Jogos Pan-Americanos, no Rio, estava disputando o Mundial Juvenil da Tailândia - o Brasil foi campeão -, espera, agora, ter a oportunidade de acompanhar mais atentamente o desempenho dos atletas brasileiros. "Pan é Pan. Todo mundo para para olhar", acredita Amandinha, que estará torcendo especialmente pelo vôlei e pela natação.

Depois de três edições, Tabach vira "torcedor" - Assistente-técnico na equipe Unilever, Ricardo Tabach é outro que cruzará os dedos pelo sucesso da delegação brasileira no Pan. Depois de trabalhar durante 15 anos com Bernardinho também nas seleções brasileiras feminina e masculina e participar de três edições de Pan-Americanos (Winnipeg/99, Santo Domingo/2003 e Rio/2007), Tabach, que se despediu da equipe nacional masculina em 2008, relembra momentos importantes na competição.

"A derrota para a Venezuela no Pan de Santo Domingo, em 2003, em que ficamos com o bronze, acabou impulsionando a seleção masculina para a conquista do ouro olímpico em Atenas/2004", conta. "Já o Pan do Rio foi marcado pela empolgação de competir em casa, pela atmosfera bacana que se criou em torno do evento", acrescenta. Como torcedor, Tabach diz ter um carinho especial pelo vôlei, como não poderia deixar de ser, e também pelo judô.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cesar Cielo vai para Guadalajara como estrela dos Jogos

O nadador Cesar Cielo, campeão olímpico e mundial e recordista mundial, chega a Guadalajara como a principal estrela da delegação brasileira nos Jogos Pan-Americanos, uma pressão que já sabe administrar. "Ele será mesmo a principal estrela. Os organizadores já pediram até para ele dar uma coletiva para a imprensa estrangeira quando estiver em Guadalajara. Mas ele está acostumado, vacinado, tem experiência e sabe que tem de manter o foco na competição", disse o técnico Alberto Silva, o Albertinho.

Cielo chega a Guadalajara para defender seus títulos do Pan-Americano do Rio/2007, dois deles individuais - nos 50 m e nos 100 m do estilo livre. Ainda integrará os revezamentos do Brasil 4x100 m livre e 4x100 m medley, respectivamente, ouro e prata em 2007.

Hoje, Cielo soma duas medalhas olímpicas, nove ganhas em Mundiais e se sente honrado pela condição de ídolo, um reconhecimento ao seu trabalho. "Ele gosta desse reconhecimento, claro, e sabe como equilibrar bem tudo", confirma Albertinho. Cielo, 24 anos, disse que está bem e confiante e que gosta do convívio com atletas de outros esportes que esse tipo de competição proporciona. "Eu me vejo muito mais profissional. A natação é o meu trabalho e vivo isso 24 horas por dia. Várias coisas fazem parte." Não deixa de frisar que a medalha é o mais importante, mas observa que poderá, apesar da altitude, buscar os seus melhores tempos do ano, principalmente nos 50 m livre.

"Quero defender os meus dois títulos, ajudar o Brasil a recuperar o ouro no revezamento 4x100 m medley e a manter o título no 4x100 m livre. Vamos torcer para eu conseguir o meu melhor tempo do ano nos 50 m livre." A sua melhor marca na prova este ano é a primeira do ranking mundial - 21s52, tempo feito no Mundial de Xangai, quando conquistou o bicampeonato nos 50 m livre. "Ele está confiante, apesar da altitude, de que poderá fazer o melhor tempo do ano na distância e isso é positivo. É claro que a medalha é o mais importante", acrescenta Albertinho, técnico da seleção brasileira e do Projeto Rumo ao Ouro em 2016, o PRO 16, grupo de treinamento que tem Cielo, entre outros nadadores da seleção.