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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O Tricolor "vai pagar o Pato"?




Nesta terça-feira (18), no CT do São Paulo, foi apresentado oficialmente o atacante Alexandre Pato. Em uma entrevista coletiva com cerca de 40 minutos de duração, o camisa 11 do Tricolor deu algumas declarações interessantes, como por exemplo :
“Sei aquilo que eu sinto. Na vitória me sinto o mais feliz do mundo, na derrota me sinto um nada. A cada jogo tento dar meu melhor. Trabalho muito! A maioria não viu aquilo que eu fiz no meu ex-clube. Trabalhei muito. Não vejo a hora de entrar em um jogo oficial, para mostrar para torcida e diretoria.“

Tenho que esperar para jogar. Por isso, a cada treino é como se fosse um jogo. Quero fazer história, mostrar meu desempenho para o torcedor.” São declarações que a meu ver já foram vistas recentemente, e todos nós já sabemos qual o fim da história!
Eu não discuto a qualidade técnica de Alexandre Pato,  é um garoto de muita qualidade, porém precisa voltar ao mundo real, sair desse mundo de ilusões que podemos chamar de “ Patolândia.”

Seu insucesso no Corinthians foi pelo fato de não ter entendido oque é o clube. Jogar no Corinthians e em outro qualquer clube grande é sempre querer dar um algo amais, é assim que o torcedor espera de um grande jogador.
Pato foi artilheiro do Corinthians no ano de 2013 com 17 gols, mas o pênalti perdido diante do Grêmio pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, custou caro para o então camisa 7. A paz tinha realmente acabado com a eliminação do time alvinegro.

Agora, o que esperar de Alexandre Pato no São Paulo?  Se tiver focado como atleta profissional, podemos esperar um futuro promissor para o camisa 11. Hoje no elenco atual do tricolor nenhum outro atacante tem a qualidade técnica do Pato, tanto para fazer a função de primeiro como a de segundo atacante.
Teoricamente, no papel, o São Paulo terá um sistema ofensivo bastante qualificado, com Ganso, Pato e Luís Fabiano, um trio de respeito. Nenhum outro clube brasileiro tem esse trio qualificado.

Quem tem  o dever de botar este time para jogar é o técnico Muricy Ramalho que terá material humano para mostrar serviço no comando do Tricolor. Porque, na atualidade, o time vem capengando no Paulistão cheio de altos e baixos.
 
Rafael Jacobucci - O Faro da Bola

 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pagando o preço



Pagando o preço por apoiar as organizadas. É assim que vejo o episódio no último sábado (01/02/2014) no CT Joaquim Grava. Cerca de 200 torcedores invadiram o local e agrediram funcionários e jogadores do Corinthians.

Uma fatalidade grave, que acontece não só no time de Parque São Jorge, mas sim em todos os grandes do país. É o preço que se paga por financiar essas organizadas em questão de cotas de ingressos,  e envolvimento na vida política dos clubes.
E o pior, muitos são cobras criadas por dirigentes. Durante esses anos, os envolvimentos das organizadas nos times foram tomando uma proporção maior e sem controle nenhum, tanto que agora os mesmos não conseguem tirar o poder desses “vândalos”.

Os jogadores e dirigentes do Corinthians não quiseram jogar diante da Ponte Preta neste último domingo, em forma de protesto. Não deram sequência a isso por respeito à televisão que tem os direitos de transmissão e aos patrocinadores.

Mas, será que a mídia que investe no futebol faria essa “canalhice”  de não apoiar este manifesto? Acho que a segurança e o respeito com os atletas, funcionários, pais de família, está acima de qualquer dinheiro que envolva o futebol.

Agora, o mais lamentável de tudo isso é a postura da Polícia Militar de São Paulo, que esteve presente  no local após o ocorrido. Não algemou nenhum vândalo presente. Até porque, houve agressão e furtos.  Ou seja, o poder público está “c... e andando”.
Para acabar com esses episódios de vandalismo no futebol, será necessária  a união dos clubes e da mídia. Com a paralisação do campeonato até os responsáveis do ato serem detidos.  E uma ação judicial contra as torcidas organizadas, impedindo a venda de seus produtos com o símbolo do clube. Ter início de uma relação ímpar, caso contrário, a tendência é só piorar. E assim as facções tomarão conta do poder de vez.  

Rafael Jacobucci - O Faro da Bola